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Emaranhado de fios nos postes traz riscos para pedestres e motoristas


Fios arrebentados pendurados e caídos no chão são um perigo. Foto: Everson Santos

Não é preciso andar muito pelas ruas de Araucária para observar a quantidade que existe de cabos e fios baixos e pouco tensionados em postes de luz. Além de prejudicar a estética da cidade, o emaranhado já provocou alguns acidentes com caminhões que atingiram fios e, por consequência, derrubaram postes. E quando isso acontece, o trânsito fica complicado, a população fica algumas horas sem telefone, Internet ou mesmo eletricidade.

O problema é que há alguns anos os postes foram projetados para a fiação elétrica de baixa e de alta tensão. Posteriormente e separadamente, veio a fiação telefônica. Entretanto, quando estes foram agrupados em cabos, passou-se a utilizar os postes de energia também para este fim. Por isso hoje existem cabos de Internet e muitos outros serviços que criam um peso extra e exigem um esforço maior destes postes que chegam a ficar flexionados. Mas afinal, quem deve resolver o problema?

A Secretaria Municipal de Urbanismo explicou que o problema dos emaranhados de fios não diz respeito à fiação de iluminação pública, que é bem regulada, mas de fiações de telefonia e, nesse caso, cabe à Copel fiscalizar.

A Copel, por sua vez, esclareceu que fiscaliza as redes de maneira permanente, desde o início do processo, no momento da construção das estruturas e, caso ocorra qualquer desvio no padrão, depois de identificado, a correção é feita. Para casos que usuários de telefonia ou provedores de serviço de internet clandestinos lançam cabos sem autorização e sem o devido cuidado, a Copel, após constatar a irregularidade, inicia o processo de regularização do cabeamento.

A companhia disse que a participação da população é importante para relatar ocorrências excepcionais, através dos seguintes canais: pessoalmente nas unidades de atendimento da Copel, no site www.copel.com/agmweb/, nas redes sociais Twitter: @copelatendevoce; Facebook: https://pt-br.facebook.com/copel/ ou ainda pela central de atendimento telefônico, no 0800 5100116.

Padrão

Segundo a Copel, o padrão de afastamento mínimo entre os cabos de telefonia ou provedores de internet e o solo, são definidos de acordo com a característica da via, seguindo o padrão: ruas e avenidas – 5,0m, entradas de prédios e demais locais de uso restrito a veículos – 4,5m, ruas e vias exclusivas a pedestres – 3,0m, local acessível exclusivamente a pedestres na área rural – 3,0m, e local acessível a trânsito de veículos na área rural – 6,0m.

Os cabos de rede de distribuição de energia ficam acima dos cabos de telefonia e, portanto, em uma distância maior em relação ao solo. Após a identificação do endereço onde existe a irregularidade, as empresas cadastradas como usuárias dos postes selecionados são comunicadas para que realizem a adequação de seu cabeamento em um prazo definido (entre 15 a 45 dias, dependendo da gravidade da situação). Após o prazo decorrido, caso os cabos ainda permaneçam de maneira irregular, a Copel realiza a retirada dos fios.

Casos críticos são analisados individualmente e, dependendo da gravidade, uma equipe de emergência é deslocada até o local para proceder com a regularização dos cabos.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1175 – 08/08/2019

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