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Ed Casagranda é um vencedor na vida e no esporte

Para garantir um futuro melhor
pra filha, Ed Casagranda decidiu voltar a trabalhar. Foto: divulgação


 

Para vencer as limitações que a vida impõe, é preciso ter fé, coragem e determinação. Essa frase resume a história do atleta araucariense Ediando (Ed) Casagranda, jogador de paravôlei na seleção do Círculo Militar de Curitiba. O jovem sofreu um acidente gravíssimo em setembro de 2012, ficou seis anos em tratamento intenso, sem poder andar, depois precisou amputar uma das pernas e, do dia para a noite, teve que replanejar sua vida. “Para muitos, uma cirurgia como essa pode ser um trauma irreparável, mas não pra mim, pois sempre tive fé em dias melhores. Jamais desanimei, mesmo quando estava acamado e recebi a notícia de que meu pai havia falecido nesse mesmo acidente, e que eu não andaria novamente com minhas próprias pernas”, contou.

Ed amputou a perna em janeiro desse ano. “Foi difícil, mas amputei acreditando que tudo daria certo, que conseguiria o dinheiro para a prótese, e que voltaria a trabalhar e praticar esportes. Senti dores muitos fortes, que duravam dias e noites, mas não recuei, só pensava em começar a fisioterapia para colocar a prótese. Minha positividade foi tão forte que dois dias antes de tirar os pontos da cirurgia, fui chamado para conhecer o projeto de vôlei paraolímpico do Círculo Militar. O convite veio do meu amigo Alex, também paratleta, que hoje joga comigo”, contou Ed.

Em março desse ano ele fez o teste e mesmo sem nunca ter jogado vôlei, passou de primeira. Em paralelo, continuou a fisioterapia de reabilitação. “Me dediquei tanto, que coloquei a prótese bem mais rápido que o normal. Nem bem comecei a jogar e já fui chamado para compor o time de titulares e participar de competições”, vibra. Com apenas seis meses na equipe, Ed já tem cinco medalhas, sendo uma de ouro, três de prata e uma de bronze.

Outra decisão

Mas a coragem o fez tomar outra decisão na vida, desta vez pensando na filha Amabille, que ainda estava para nascer. Decidiu voltar a trabalhar para poder dar um futuro melhor a ela. “Tinha muito medo de não conseguir trabalhar, já que nem estava com a prótese definitiva ainda e a provisória poderia machucar um pouco, e de fato está. Havia o medo de pedir o cancelamento da aposentadoria e não me adaptar ao trabalho e acabar ficando sem nada, mas fui assim mesmo, pois não achava correto ficar em casa recebendo do governo, sabendo que havia a possibilidade de poder voltar a trabalhar. Graças a Deus hoje trabalho em uma grande empresa, como um trabalhador normal, sem deficiência. Minha rotina é cansativa, aliando trabalho, esporte, e a filha recém-nascida. Mas, acima de tudo, estou feliz e realizado com as decisões que tomei”, comemora o atleta.

Publicado na edição 1138 – 08/11/18

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