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Professor de educação física inova com esportes menos populares

Para poder organizar as competições, o professor faz adaptações no campo e também improvisa equipamentos. Foto: divulgação


 

Quando o professor resolve dar um ‘up grade’ e ensinar aos seus alunos esportes diferentes, que não são tão populares no Brasil, as aulas de educação física podem se tornar prazerosas e muito divertidas. Pelo menos é o que acredita Alessandro Diedrich, professor de Educação Física do Colégio Professora Ana Maria Vernick Kava, na área rural do Tietê. Com uma proposta desafiadora, ele decidiu incrementar suas aulas, ensinando esportes que não costumam fazer parte da grade curricular, como o badminton, peteca, vôlei, baseball, tênis, escalada, rugby, futebol americano, esportes indígenas, brincadeiras tradicionais, basquete, hockey, baseball, karatê, dodgeball, atletismo, esgrima, entre outros. E para incentivar ainda mais seus alunos, organiza vários campeonatos durante o ano letivo. “Infelizmente a educação física virou sinônimo de ócio em muitos colégios, e eu sempre detestei isso como aluno. É meio poético, mas prometi pra mim mesmo que se um dia fosse professor, jamais seria da forma como meus professores foram. E até o momento tenho conseguido, os próprios alunos sentem a diferença. Isso é bem gratificante”, comemorou.

Segundo ele, a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) é que estabelece os conteúdos gerais a serem trabalhados em todas as disciplinas, nas escolas brasileiras. Dentro da educação física, o professor deve trabalhar esportes, jogos e brincadeiras, lutas, danças e ginásticas. “Isso abre um leque de possibilidades gigantescas, então, cada professor, com o seu planejamento, distribui isso como ele achar mais adequado. Acredito que através dessas aulas diferenciadas, os alunos têm a oportunidades de conhecer vários esportes, de origem e bases diferentes. Eu gosto de contemplar todos os itens, dentro do suporte que a escola oferece, e é claro, fazendo algumas adaptações nos materiais disponíveis, por exemplo, para a prática do futebol americano, improvisamos a pintura na grama”, explica Alessandro. Ele complementa que durante as aulas ensina tudo a respeito do esporte, da parte teórica à prática, e como finalização do conteúdo, organiza algumas competições, com arbitragem, premiação e tudo o mais que os alunos têm direito. “Eles adoram! As competições já se tornaram uma tradição na escola, onde todos se dedicam e querem fazer o melhor para ganhar, alguns até convidam a família para assistir”, comemora.

Também como parte das aulas de educação física, os alunos desenvolvem alguns trabalhos manuais, por exemplo, constroem maquete de um estádio de baseball, carrinhos de rolimã. “Já fiz um projeto bem legal que pretendo retomar, dentro da área dos esportes de inverno. Os alunos tiveram que construir um carrinho de rolimã, e a ideia foi simular um percurso de bobsled, aquele trenó de neve, do filme ‘Jamaica abaixo de zero, foi muito divertido’, conta o professor.

Aprovado!

A aluna Jennifer Maria da Silva Dantas, 18 anos, diz que acha as aulas de educação física incríveis, e que o professor Alessandro é excelente, e muito criativo. “Suas aulas diferenciadas nos mostram esportes que normalmente não vemos muito. Mas são esportes bastante interessantes, muitos trabalham nossa coletividade, agilidade, raciocínio, lealdade. Gosto muito dos campeonatos que ele realiza”, pontuou.

As aulas também estão agradando a aluna Adrielly Carolline Furman, 16 anos, que dentre os esportes novos que aprendeu, demonstra certa preferência pelo judô. “As aulas do professor Alessandro são super incríveis, pois a gente percebe que ele gosta muito de fazer isso e consegue mostrar na verdade, o que realmente é a Educação Física”, afirma.

Publicado na edição 1131 – 20/09/18

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