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Vôlei perdeu, mas a vaga para as quartas de final já estava garantida


Everson elogiou o desempenho
e dedicação dos seus jogadores

Apesar de ter perdido de 3 sets a 2 para o Jaó/Universo (GO) em disputa no sábado, 11 de março, fora de casa, a equipe ASPMA/Araucária/Berneck se classificou para as quartas de final da Superliga B masculina 2017. O jogo foi bem disputado, com parciais de 20/25, 17/25, 29/27, 25/20 e 15/11, totalizando 2h22 de partida. Com o resultado, o time ficou entre os oito que disputarão vaga para as semifinais, e o campeão também terá vaga garantida para a Superliga A.
A tabela dos playoffs foi definida nesta segunda-feira, 13 de março, pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Os jogos das quartas de final, em sistema eliminatório de ‘melhor de três jogos’ começam na terça-feira, dia 21. A equipe ASPMA/Araucária/Berneck, 3ª colocada, vai encarar o Apan/Barao/Blumenau (SC), que ficou em 6º lugar. O primeiro confronto será no ginásio Barão do Rio Branco, em Blumenau (SC), às 20h, o segundo em casa, no Ginásio Joval, às 19 horas. O terceiro, se necessário, também será em casa, no Joval, às 20 horas.
A decisão da Superliga B Masculina está marcada para o dia 15 de abril, às 16h30, em jogo único na casa da equipe finalista mais bem classificada na fase regular, com transmissão do canal SporTV. “Nossa equipe tem chances de chegar a uma final e, se manter o mesmo nível que conquistou durante a competição, a chance de sermos campeões também existe”, comentou o técnico Everson Ribeiro.
Ele lembra ainda que o time ASPMA/Araucária/Berneck talvez tenha sido o único montado exclusivamente para este campeonato, no entanto, com jogadores de alto nível, o entrosamento não foi difícil. “Os atletas, convidados a formar a equipe e que vieram de vários estados, entenderam as dificuldades financeiras e a falta de estrutura, e se adaptaram a esta realidade”, observou.
Falta de apoio
Quando fala em dificuldade financeira e falta de estrutura, o técnico Everson se refere à falta de um apoio maior por parte do poder público, e de mais patrocinadores que incentivem o esporte. “Talvez as pessoas não consigam mensurar a importância de a cidade participar de um campeonato dessa magnitude, dos benefícios que isso pode trazer. Por exemplo, quando um time de fora vem jogar na cidade, os atletas se hospedam aqui, se alimentam aqui, utilizam os comércios da cidade, isso movimenta a economia local. Na própria composição do time, temos vários atletas de fora que vieram morar em Araucária e estão utilizando a estrutura da cidade. Também é uma opção de lazer para a comunidade, acompanhar jogos de alto nível técnico. Felizmente nosso time tem uma certa independência financeira e ainda consegue se manter com alguns poucos patrocínios e sem o apoio financeiro da Prefeitura”, lamenta Everson.
Pioneiro
O vôlei de Araucária também é pioneiro em um projeto elaborado, aprovado, captado e que foi já executado em 2015 e 2016 pelo Ministério do Esporte. Foi com este projeto, intitulado Araucária Centro de excelência do Voleibol Paranaense, que a cidade disputou sua primeira Superliga B. “Mas tudo isso faz parte de um projeto mais amplo, que é transformar Araucária em um Centro de Excelência de Voleibol, com a proposta de formar crianças desde a base até a categoria profissional. Hoje temos o Projeto Gibinha e queremos que nosso time de vôlei seja um espelho para as crianças que estão iniciando. Com o Gibinha e demais projetos ligados ao voleibol que virão na sequência, o Centro de Excelência poderá revelar grandes talentos do esporte”, prevê Everson.
Texto: Maurenn Bernardo / Foto: Everson Santos

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