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Acompanhamento de crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual dobram em Araucária

 

Foto: Carlos Poly

 

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), atualmente acompanha 96 casos de crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual. Neste mesmo período no ano passado eram 44 casos ativos. As denúncias, que devem ser feitas ao Conselho Tutelar, ocorrem quase que diariamente na cidade. A orientação é que sejam registradas até mesmo as suspeitas de violência para que o Conselho investigue. Se o abuso ou exploração for comprovado, o caso passa a ser acompanhado pelo Creas. É muito importante que a denúncia contenha o máximo de informações que levem a investigação a localizar a possível vítima.

O Creas é um órgão de acompanhamento e orientação das vítimas, não de responsabilização criminal (esta a cargo da Justiça). É importante denunciar mesmo que a violência tenha acontecido há anos. “O abuso nunca vem sozinho, sempre vem acompanhada de ameaças ou violência, por isso, muitas vezes, a criança ou o adolescente leva anos para conseguir falar”, afirma a coordenadora do Creas Allyandra Souza.

Atualmente, em todos os casos que estão em acompanhamento no Creas de Araucária, o abusador era alguém de dentro de casa ou que possuía algum vínculo afetivo com a vítima. Por esse motivo, é importante que a família observe o comportamento da criança e do adolescente, para que sejam detectados sinais de um possível abuso. Entre eles, a mudança súbita de comportamento, queda do rendimento escolar e comportamento sexualizado. O trabalho do Creas é feito em rede com outras instituições (unidades de saúde, Ministério Público). Nas escolas, por exemplo, professores, pedagogos e educadores costumam perceber com mais frequência os sinais de abuso e são orientados a denunciar casos suspeitos.

Crime

O abuso sexual ocorre quando a criança ou adolescente é usada para satisfação sexual de um adulto, seja por estupro, beijos a força ou carícias. Essa violência vem acompanhada de uso de força física e/ou ameaça. O abusador geralmente é membro da família ou próximas a ela. A pena para esse tipo de crime é de oito a 15 anos de reclusão.

Já a exploração sexual se dá quando um adulto explora a criança ou adolescente como objeto sexual em troca de dinheiro ou favores. Para esse tipo de violência a pena é de quatro a 10 anos de reclusão.

Denúncia

As denúncias tanto para abuso quanto para a exploração sexual devem ser feitos no Conselho Tutelar, os telefones são:

Conselho Tutelar Oeste: (41) 3901-5365 durante o horário comercial ou (41)99922-1343, plantão de emergências.

Conselho Tutelar Leste: (41) 3901-5255 durante o horário comercial ou (41) 99922-1326 , plantão para emergências.

Outro meio para denúncias é o Disque Direitos Humanos (ligue 100), um número nacional que atende denúncias 24 horas, e assim como no caso do contato com os Conselhos Tutelares, garante o anonimato.

Texto: PMA

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