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Até maio, Araucária TC vai renovar parte da frota


Ligeirinhos são os veículos mais antigos da frota, mas estão dentro da vida útil. Foto: Everson Santos

 

A notícia de que a Prefeitura de Curitiba adquiriu recentemente 52 novos ônibus para renovar parte da frota do transporte coletivo, despertou questionamentos em alguns araucarienses, usuários do sistema. Eles reclamam da situação precária dos ônibus que fazem as linhas metropolitanas, principalmente o ligeirinho Araucária/Capão Raso, de propriedade da empresa Araucária Transporte Coletivo.

“Os ônibus metropolitanos estão velhos, sucateados, quebram com frequência, faz tempo que a frota não recebe veículos novos. Será que nem neste ano a empresa responsável vai adquirir carros novos?”, indagou um deles. Outro usuário disse que a empresa deveria, no mínimo, trocar alguns carros, isso para garantir a segurança dos passageiros, já que os atuais se parecem mais com carroças. “Os carros estão velhos, com portas que enguiçam a todo instante, janelas que emperram, isso sem contar os problemas mecânicos, que acabam deixando a gente na mão. Será que vão esperar acontecer algum acidente pra trocar os veículos?”, reclamou.

A empresa Araucária Transporte Coletivo disse que há previsão para a troca de parte da frota até a segunda quinzena de maio. No entanto, os veículos antigos serão substituídos por carros seminovos. “Nossa frota atual é de 58 carros, que atendem todas as linhas metropolitanas Araucária a Curitiba. A previsão é de que sejam trocados em torno de 15 ônibus, a maioria ligeirinhos. Mas é importante ressaltar que os atuais ligeirinhos em circulação ainda estão dentro da vida útil, e passam por manutenções freqUentes”, explicou o gerente operacional da empresa, Amaury Martins Silveira.

Ele concorda que a linha com maior fragilidade é a do ligeirinho, pois a frota é a mais antiga, e a população está percebendo isso. “Entendemos a necessidade de novos ônibus, por isso faremos algumas trocas, porém, para que sejam implantadas mais melhorias no sistema, como ampliação da frota, readequação de linhas e outras ações, é necessário um estudo conjunto entre a Araucária TC, a Comec (que gerencia o transporte coletivo metropolitano) e a Prefeitura Municipal”, argumentou Amaury.

Readequações são estudadas

A Comec informou que a última entrada de veículos novos na frota da Araucária Transporte Coletivo ocorreu em 2011, mas explicou que, embora todos os ligeirinhos que realizam a ligação do município de Araucária a Curitiba estejam dentro da vida útil estabelecida em regulamento, está prevista substituição de carros ainda no primeiro semestre de 2019. A Comec também esclareceu que todos os veículos em operação deverão ser registrados perante o Órgão Gestor, de acordo com as normas, características e especificações técnicas fixadas pelo mesmo, e que a vida útil da frota operacional é de 12 anos, sendo permitido o máximo de dois anos como reserva.

Ainda de acordo com a Comec, os ônibus são inspecionados por empresas certificadas que emitem o Laudo de Inspeção Técnica – LIT, condicionante para operação, e todos os ônibus metropolitanos estão equipados com sistema de GPS, que possibilita, além de acompanhamento em tempo real, também o histórico. “Das 6.800 viagens (ida e volta) previstas para a operação metropolitana da empresa Araucária nos 20 primeiros dias de 2019, houve 19 viagens não cumpridas, ou seja, menos de 3%. As viagens não realizadas não são remuneradas”, argumentou a Coordenação, acrescentando que criou um grupo de estudos para a realização de licitação do transporte coletivo metropolitano, que contemplará todas as características necessárias para o serviço, inclusive o estabelecimento necessário de frota.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1148 – 31/01/2019

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