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Colégios estaduais precisam de reformas urgentes


No Colégio Maria da Graça o chão de algumas salas está cedendo. Foto: divulgação

 

Muitos colégios estaduais de Araucária estão em situação crítica, precisando de reformas e reparos urgentes. Embora alguns estejam recebendo melhorias, através de programas do governo do estado, estas ainda são pequenas, diante da necessidade da instituição. Mas a burocracia que os diretores têm de enfrentar a fim de conseguirem pequenos consertos, faz com que problemas simples de serem solucionados, se transformem em zonas de perigo para os alunos.

E prova disso aconteceu no Colégio Estadual Prof. Maria da Graça Siqueira Silva e Lima, no Costeira, onde um aluno se machucou após o chão de uma sala ceder e as madeiras caírem em cima dele. O pai ficou revoltado e pediu uma solução rápida antes que outras crianças de machucassem. “Meu filho teve um acidente devido ao estado precário em que a escola se encontra, alguém precisa tomar uma providência antes que algo mais grave aconteça”, reclamou o pai.

A direção do colégio comentou que a instituição já foi contemplada com o programa Reparo Rápido, que destina R$ 200 mil para pequenas reformas, porém, a empresa que venceu a licitação, nem bem começou o serviço, e não deu conta do recado. Agora, uma nova licitação está em andamento para prosseguir com as reformas. “Temos cinco salas de madeira que estão praticamente condenadas, inclusive foi em uma delas que um aluno se machucou. A madeira está cheia de cupins. A gente se vira, já fizemos alguns bazares para arrecadar fundos e conseguimos construir uma nova sala para a biblioteca, deixando a antiga livre para se transformar em sala de aula. O problema é que quanto mais as reformas demoram, mais a escola vai se desgastando”, comentou a direção.

O Fundepar – Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional, confirmou que foi feita a licitação para reforma no Maria da Graça, mas a empresa vencedora solicitou desistência formal do contrato da obra em 09/08/2018. Informou, portanto, que será necessária uma nova licitação após correção das planilhas orçamentárias e que é necessário aguardar o procedimento para que novos prazos sejam definidos. “A nova licitação é o recurso viável para a solução definitiva do problema, mas uma equipe de engenheiros do Fundepar e do Núcleo Regional de Educação estão analisando soluções emergenciais”, esclareceu o Instituto.

Na área rural

No Colégio Ana Maria Vernick Kava, que fica na área rural do Tietê, o problema é ainda maior. Com a falta de salas de aula, a instituição improvisa espaços para colocar os alunos. E uma destas salas improvisadas está ocupando o espaço que primeiramente seria o depósito de materiais esportivos.

“A sala fica ao lado da fossa, que já não comporta receber tantos resíduos, e quando cheia, o cheiro de esgoto fica insuportável. É nítido que os alunos é que saem prejudicados, principalmente em dias mais quentes. A fossa é esgotada a cada 15 dias, mas é uma solução paliativa, pois é necessário um novo sistema de esgoto. O pior é que não posso retirar os alunos de lá, pois estamos com falta de salas, também não poso fechar turmas. Já tentei abrir mais turmas de ensino médio no período noturno, mas os pais não aceitaram”, argumentou a diretora Leila Feitosa. Disse ainda que já solicitou, através do programa Obras Online, várias melhorias para o colégio, como a construção de uma sala para o setor administrativo, sala para os pedagogos, sala para os professores, e outra para a secretaria, que hoje ocupam salas de aula, mas todos os pedidos foram arquivados no Núcleo. A fossa, por exemplo, já é um problema bem antigo aqui na escola, e até agora continua assim. A gente vai se virando como pode, o importante é que nenhum aluno fique sem vaga por falta de espaço”, pontuou Leila.

Sobre a situação, o Fundepar justificou que o pedido de implantação de novo sistema de esgoto está em análise, há também uma solicitação no Programa Obras Online para a construção de novas salas, aguardando orçamento. Acrescentou também que o colégio foi contemplado com o Programa Escola 1000, cujas melhorias solicitadas pela comunidade escolar foram aplicadas: na secretaria, na sala dos professores e de aula, esquadrias metálicas, banheiros masculinos e femininos, entre outros.

No Centro

Funcionando em um prédio bastante antigo, o Colégio Estadual Dias da Rocha, no Centro, é outro que enfrenta dificuldades frequentes com a estrutura precária. A instituição também foi contemplada pelo programa Reparo Rápido, mas assim como no Maria da Graça, está tendo problemas com a empresa vencedora da licitação. “A reforma das salas de madeira, que ficam na parte dos fundos e estão em situação precária, deveriam ter começado no ano passado, mas só começaram em julho deste ano, com previsão de término para novembro. O problema é que a empresa é muito lenta, e o cronograma com certeza vai atrasar. Na parte da frente já fizemos quase toda a pintura, faltando a fachada, com verbas do programa Pintando nas Férias, também do governo estadual. Ainda temos a reforma na quadra, que também deverá ser feita até o final do ano, e as reformas no banheiro e na parte elétrica deverão aguardar uma nova licitação. Hoje nosso maior problema são as salas de madeira, e a lentidão com que os serviços estão sendo feitos”, enumerou a diretora Elaine.

Sobre o caso, o Fundepar explicou que o contrato com a empresa vencedora da licitação do programa Reparo Rápido está vigente, e que a mesma já foi notificada quanto ao cumprimento dos prazos.

Publicado na edição 1135 – 18/10/18

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