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Empresa que recicla óleos foi interditada novamente

Empresa suspendeu as atividades até que a situação seja regularizada. Foto: Everson Santos


 

Após ter sido interditada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em setembro do ano passado, a Paraná Oil Comércio de Óleos Ltda, localizada na área rural de Rio Abaixinho, voltou a ser alvo de fiscalização. Na segunda-feira, 8 de abril, a empresa foi interditada pela Secretaria Municipal de Urbanismo (SMUR), porque estava operando sem o alvará de funcionamento. Dessa forma, as atividades foram imediatamente paralisadas.

“Importante ressaltar que a Paraná Oil tem a licença do IAP para funcionar em fase de testes e agora, com a interdição, terá que regularizar sua situação para reabrir”, explicou o secretário municipal de Urbanismo, Reginaldo Cordeiro. Ainda de acordo com ele, em outra ocasião o Urbanismo já havia feito vistoria no local para verificar a questão do alvará de construção, e constatou ampliações no imóvel que não constavam no projeto, no entanto, tão logo foi notificada, a empresa fez as adequações necessárias.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) explicou que a empresa obteve o alvará de construção porque está instalada em uma área considerada zona de serviços, conseguiu também a licença prévia e a licença de instalação. No entanto, conforme explica o secretário da pasta, Vitor Cantador, tão logo volte a operar, o município pretende questionar o IAP com relação ao tipo de atividade que a Paraná Oil vai realizar na região. “Queremos saber se a atividade de queima de óleo poderá causar danos ao meio ambiente e também trazer riscos à saúde dos moradores”, argumentou Vitor.

Moradores aplaudem

Os moradores do Rio Abaixinho, que têm travado uma briga incansável desde que a empresa começou a operar em fase de testes, se sentiram aliviados com a interdição. Desde que eles começaram a funcionar, a associação de moradores, com apoio de vereadores municipais, começou a se movimentar para impedir que a empresa venha a poluir e causar transtornos para a comunidade. “Nós procuramos o Urbanismo, que nos informou que quem deu a liberação foi o Meio Ambiente, este por sua vez, afirmou que foi o Urbanismo, mas em contato com o IAP, descobrimos que há um documento assinado pelas duas secretarias. Agora finalmente o Urbanismo interditou a empresa, mas se eles conseguirem o alvará de funcionamento, sabemos que a comunidade é que vai sofrer”, lamentou a associação de moradores.

A reportagem do Jornal O Popular tentou contato com a empresa através do telefone do escritório em Curitiba, mas não obteve sucesso.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1158 – 11/04/2019

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