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HPV: Araucária vai intensifica a vacinação de adolescentes nas escolas

 

Para que a vacina contra os vários tipos de cânceres provocados pelo HPV atinja todos os adolescentes araucarienses, a prefeitura estará trabalhando na intensificação das vacinações desses adolescentes nas escolas do município. O alerta é que para garantir que a proteção seja efetiva é preciso tomar as duas doses previstas.

Dados do Ministério da Saúde (ano 2017) mostram que, no caso das meninas de 9 a 14 anos, a vacinação atingiu 79,21% das adolescentes do país na 1ª dose, mas chegou a apenas 48,74% na 2ª dose. Já com os meninos (12 e 13 anos), os 43,8% de cobertura na 1ª dose mostram baixa procura.

Equipes da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), com o apoio da Secretaria de Educação (SMED), estão indo até as escola para realizar a vacinação contra o vírus HPV e a Meningite C em um grande grupo de alunos adolescentes. A vacinação contra o vírus HPV nas escolas do município (públicas e particulares) visa proteger meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A segunda dose contra o HPV deve ser aplicada após seis meses da primeira.

Os profissionais de saúde estão reforçando o contato com as escolas para que os estudantes que estão na faixa etária da vacinação mantenham a carteira de vacinação na mochila ao longo das próximas semanas. Mas é importante destacar que a ausência de carteira de vacinação não impede a vacinação. Esses alunos serão encaminhados para a unidade básica de saúde para atualização de todas as vacinas.

Conforme o Ministério da Saúde, a vacina é mais eficaz quando a pessoa ainda não teve contato com algum dos vírus HPV. Por isso, as doses são dirigidas a adolescentes. A vacinação poderá ocorrer sem a necessidade de autorização ou acompanhamento dos pais ou responsáveis. No entanto, caso o pai ou responsável não concorde com a vacinação do(a) adolescente na escola, deverá preencher e assinar o “Termo de Recusa” (disponível na escola). Mas, posteriormente, esse adolescente deverá comparecer à unidade de saúde para receber a vacina.

HPV – Existem aproximadamente 200 tipos de HPV e mais da metade da população vai entrar em contato com algum desses tipos de vírus HPV em algum momento da sua vida. Este vírus também pode ser transmitido para o feto durante a gravidez ou ao bebê durante o parto. O câncer de colo de útero é o 2º mais frequente na mulher (são estimadas mais de 200 mil mortes ao ano no mundo). No caso dos homens, eles podem ter o vírus HPV e não apresentar sintomas; mas podem, mesmo assim, transmitir o vírus.

Desde 2014, Ministério da Saúde passou a disponibilizar, via Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina contra o vírus HPV. O preço da vacina contra o HPV em estabelecimentos particulares pode chegar perto dos R$ 500, mas pelo SUS é de graça. Esta vacina protege contra os tipos de vírus HPV que representam maior ameaça à saúde (vinculados ao surgimento de verrugas genitais e aos cânceres).

Já a vacinação contra a Meningite C previne contra a Neisseria meningitidis (meningococo), principal causa de meningite bacteriana no Brasil. O Subgrupo C corresponde a 75% dos casos registrados nos últimos cinco anos. A doença apresenta evolução rápida, é grave e pode matar.

Direito – A vacinação de crianças e adolescentes é obrigatória e, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a proteção, por meio da vacinação, é um direito da criança e do adolescente; direito que cabe aos pais e responsáveis zelar pelo seu cumprimento. Em caso de dúvidas sobre a vacina, os profissionais da unidade de saúde mais próxima da residência podem esclarecê-las.

Foto: divulgação

 

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