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Moradores convivem com poeirão e lama provocados por caminhões tombeiras

Ocasionalmente, caminhões pipa molham a rua para diminuir a poeira provocada pelas tombeiras

 

Cerca de 40 famílias da região do Rio Abaixinho vivem o drama de ter de lidar com o poeirão que levanta toda vez que caminhões tombeiras passam pela Rua Francisco Grendel. Se não bastasse isso, os caminhões trafegam em alta velocidade em uma via que é estreita, dividindo espaço com veículos do transporte escolar. Até pouco tempo atrás os caminhões utilizavam a rua Ludovico Grendel, mas depois começaram a trafegar pela Francisco Grendel, que tem menos subidas, o que consequentemente exige menos esforço dos motores e economia de combustível. Esse desvio, segundo os moradores, tem sido utilizado como alternativa para desviar do posto da Polícia Rodoviária Federal e da balança, que ficam na Rodovia do Xisto.

“As tombeiras, que seguem em direção a um areal localizado em Rio Abaixinho, já começam a circular por aqui por volta das 5 horas da madrugada, costumam carregar cargas acima do permitido. Com certeza emitem nota fiscal de apenas uma carga, mas desviando da fiscalização, chegam a carregar três ou mais cargas em um único dia. Pra nós moradores é uma situação caótica porque temos que conviver diariamente com uma poeira insuportável, barulho de caminhões e ainda ver nossas casas começando a apresentar rachaduras por conta do excesso de peso dos caminhões. Não tem como limpar a casa, lavar a roupa, a sujeira é demais. Quando chove então, nem preciso comentar o que acontece. Alguém precisa tomar uma providência”, reclamou uma moradora que não quis se identificar.

Priscila Luiza Miranda Wagner, que também mora na região, comentou que na via também trafegam vários veículos de transporte escolar, e o perigo de acontecer algum acidente é iminente. “Já fizemos um abaixo-assinado e entregamos na Prefeitura na gestão passada, registramos reclamações na Ouvidoria da Prefeitura, procuramos vereadores e até agora nada foi feito”, comentou.

O morador Carlos Alberto também está revoltado com a situação e disse que já entrou em contato com a Polícia Rodoviária Federal e que fizeram vistas grossas. “Já fui à Prefeitura, falei com o pessoal da Secretaria de Obras, Secretaria de Governo, Departamento de Trânsito; estou desde o ano passado correndo atrás disso, mas parece que ninguém nos dá ouvidos. Pra fiscalizar os moradores que passam ali com seus carros em dia eles têm pessoal, mas pra fiscalizar caminhões que infringem as leis, dizem que não tem efetivo. Isso é um absurdo”, reclamou.

A moradora Francisca Dud­ziak, de 83 anos, que vive na localidade de Rio Abaixinho há muitos anos, comentou que já pensou em se mudar por conta dos transtornos que tem sido obrigada a conviver. Ela escreveu uma carta de repúdio, relatando o que tem enfrentado, que foi entregue ao vereador Fabio Alceu Fernandes na semana passada, durante uma reunião realizada na comunidade, na qual ele foi convocado a participar.

Pedindo socorro

Na reunião com o vereador os moradores do Rio Abaixinho apresentaram suas denúncias e pediram apoio. Segundo o edil, a situação da comunidade é realmente crítica e como primeira ação ele formulou requerimentos, através da Câmara de Vereadores, que serão enviados à Secretaria do Meio Ambiente para que esta solicite a documentação legal do areal existente no Rio Abaixinho e também para que seja feita uma fiscalização nas estradas rurais da localidade. “Vamos requerer que o Meio Ambiente solicite as licenças ambientais do areal e também que faça a fiscalização dos caminhões, já que a denúncia é que os mesmos trafegam com peso acima do permitido”, explicou.

Fábio lembrou que além da rua Francisco Grendel, um problema semelhante está ocorrendo na rua Caminho dos Tropeiros, que também tem sido utilizada como desvio para os caminhões. “O pessoal da Escola João Sperandio e do posto de saúde da localidade estão indignados porque os caminhões passam por ali em alta velocidade, levantando pó e colocando em risco a segurança dos moradores”, arrematou o vereador.

Sem solução

Sobre o problema, o posto da Polícia Rodoviária Federal de Araucária informou que costuma fazer operações nas estradas rurais, mas que não esporádicas, pois não dispõe de efetivo suficiente para realizá-las com mais frequência. “Sempre que fizemos estas fiscalizações e flagramos caminhões em situações irregulares, os encaminhamos para a balança, fizemos a pesagem e aplicamos as multas cabíveis”, explicou um policial rodoviário.

Ao que cabe à Prefeitura, já que a estrada em questão é municipal, ainda não existem projetos que possam solucionar o drama vivido pelos moradores. A PMA só informou que está ciente do problema e que estuda uma solução. Enquanto isso, disponibiliza o telefone do Departamento de Trânsito, 3614-1500, para registro de denúncias.

 

Texto: Maurenn Bernardo / Foto: Everson Santos

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4 comentários

  1. Posso ser ignorante, mas acho que a questão específica de peso dos caminhões cabe ao trânsito e não ao meio ambiente

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