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No Posto Cristal, cães são promovidos a seguranças

Romário e Costela são paparicados pelos funcionários do posto. Foto: Everson Santos


 

Enquanto muitos maltratam e até matam cães de rua, outros optam por adotá-los e cuidá-los. Infelizmente ainda são muitos os casos de maus tratos, mas ainda é possível acompanhar situações de animais que foram adotados não só por pessoas, mas por comércios e outras instituições. A Costela e o Romário são dois cães de rua que, felizmente, fazem parte do lado bom da história. Eles passaram da condição de órfãos e abandonados, a seguranças do Posto Cristal, localizado na marginal da Rodovia do Xisto, no bairro Sabiá. Os dois são irmãos e foram adotados pelos funcionários desde que nasceram. A mãe nunca foi localizada, ela teve um terceiro filhote, a Nina, que também viveu no posto até morrer, Os animais integram a rotina do posto há 13 anos, e são muito paparicados por funcionários e clientes.

E se engana quem acha que eles estão ali só de enfeite, Costela e Romário têm uma função: ajudam na segurança do local. “De dia eles ficam perambulando pelas dependências do posto, geralmente dormindo, e só saem pra dar voltas rápidas pelas redondezas, mas quando o expediente encerra, a dupla entra em cena. Nessa hora os dois ficam na frente do posto, junto com o segurança, e não deixam ninguém entrar, nem mesmo os companheiros de raça”, explica o gerente Eliel Rodrigues dos Santos.

Costela e Romário são castrados, frequentemente recebem vacinas e medicamentos, quando necessário. São acompanhados por uma protetora independente, já se tornaram amigos dos vizinhos, dos quais recebem ração e alimentos. Para dar mais conforto aos cãezinhos, o posto também providenciou caminhas feitas de pneu. “Além do casal, temos o José, outro cão de rua que quase todos os dias aparece por aqui, e é o único que conseguiu autorização do Romário e da Costela para entrar no posto, os demais animais eles espantam. O Zé, como o apelidamos, é muito brincalhão, chegou aqui como se fosse o dono do pedaço. Ele vai até o cliente e joga seu charme, isso o ajudou a se tornar amigos de todos, mas ele não dorme aqui, é nômade, sempre vai embora quando anoitece, deve ter algum abrigo que costuma ficar”, disse Eliel. Ele disse ainda que o posto tentou colocar uniformes no Romário e na Costela, mas eles não aceitaram. “São nossos companheiros do dia a dia, recebem carinho e dão carinho. Ao invés de expulsá-los, quando ainda eram filhotes, decidimos cuidar deles”, finalizou.
maurenn bernardo

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