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Paciente diz que médica fez “corpo mole” e se negou a atendê-la

O fato aconteceu na unidade de saúde do Boqueirão. Foto: Everson Santos

 

A araucariense Eliandra Cassia da Silva Lodi está indignada com a postura de uma médica pediatra da Unidade Básica de Saúde do Boqueirão. Segundo ela, a médica teria feito “corpo mole” e se negado a atender seu filho, que passava mal, mesmo faltando meia hora para que seu expediente encerrasse. O fato aconteceu na manhã desta terça-feira, 2 de outubro. Eliandra relata que chegou na unidade às 11 horas, pois seu filho começou a vomitar às 10 horas. “Quando cheguei já fui questionada sobre o porquê não levei antes. Não levei porque achei que não era nada grave. Passei pela avaliação rapidamente, pois o posto estava vazio. A pediatra estava atendendo seu último paciente agendado, então pensei, que bom, meu filho será atendido em seguida. Mas infelizmente, às 11h30, ela liberou o último paciente e disse que não poderia atender mais ninguém. Que o caso não era emergência, que a criança estava apenas vomitando, e que eu poderia voltar mais tarde, para um atendimento agendado”, relata.

Eliandra ficou revoltada com a postura da pediatra, que tinha ainda 30 minutos para encerrar o seu turno. “Todos nós sabemos que a consulta não demora mais que 10 minutos. Liguei na Secretaria de Saúde e a explicação foi que de que a médica precisava desses 30 minutos para desligar tudo e ir embora. Trinta minutos?”, indagou revoltada. Ela conta que por conta disso teve que voltar pra casa com seu filho se contorcendo de dor e retornar com a pediatra da tarde. De acordo com ela, por conta da demora no atendimento, a criança já apresentava um quadro de desidratação. “Quando você vai direto ao PA Infantil, a primeira pergunta é: tentaram o posto de saúde? Não, e não tentarei mais, pois ali a prioridade não são os pacientes”, reclamou. Ela disse ainda que não registrou o caso na Ouvidoria da Saúde por não acreditar que uma solução fosse tomada. “Expus minha indignação nas redes sociais porque gostaria que outras mães fossem poupadas de momentos assim”.

A Secretaria de Saúde explicou que em casos como este, a recomendação é para que o paciente formalize a denúncia na Ouvidoria, para facilitar a averiguação dos fatos e avaliação da postura dos profissionais.

Publicado na edição 1133 – 04/10/18

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