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Pais afirmam que tiveram prejuízos com o fim do período integral em alguns CMEIs

Muitos pais ainda não estão conseguindo digerir as alterações que a Secretaria Municipal de Educação (SMED) implantou em alguns CMEIs, principalmente quando o assunto é o fim do período integral nas séries do Pré I e II em algumas unidades. Eles alegam que a mudança só trouxe prejuízos para aqueles não têm onde deixar os filhos no meio período em que não estarão na escola.

A SMED já explicou que o meio período tem que acontecer devido a grande demanda nas filas de espera para o ingresso desses alunos nos CMEIs, e que a medida também vem de encontro a uma Lei Federal. Ou seja, para garantir o acesso à educação infantil a todas as crianças que estão na faixa etária de quatro anos, o Município tem que disponibilizar o atendimento em período parcial, caso contrário, esses alunos não conseguirão ingressar na rede municipal de ensino. Mas a justificativa da secretaria não foi suficiente para acalmar os ânimos de alguns pais.

Uma mãe disse que teve que colocar a filha adolescente para estudar à noite para que ela possa cuidar do irmão durante o meio período em que ele ficará em casa. “Também tive que matricular meu filho no período da tarde, sendo assim, terei que perder meu horário de almoço pra ir buscá-lo em casa e levá-lo para a creche, porque nesse horário minha filha fará estágio”, observou.

Outra mãe comentou que precisou pedir demissão na empresa para cuidar dos dois filhos que agora terão que ficar meio período em casa. “Não consegui vaga pra eles em tempo integral e não tenho como pagar uma pessoa pra cuidar deles”, lamentou.

E as reclamações não param por aí. Uma terceira mãe reclamou que teve que colocar o filho em uma escola particular por conta da mudança de turno e isso vai lhe consumir metade do salário. “Pra piorar ainda terei que pagar van porque não posso sair do serviço para levá-lo e buscá-lo na escolinha. Não vai ser fácil”, criticou.

O fato é que de um lado estão as mães inconformadas com as adaptações que foram obrigadas a fazer nas suas rotinas e do outro está a Prefeitura, irredutível, alegando que todo o trabalho relacionado à educação infantil no município tem sido pautado no que diz a lei, incluindo a carga horária de atendimento da Educação. Ainda conforme a Prefeitura, as ações contam com o acompanhamento do Ministério Público de Araucária.

Publicado na edição 1098 – 01/02/2018

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