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Prédios mais altos poderão ser construídos em algumas áreas da cidade


As áreas já possuem uma infraestrutura básica que comportaria a verticalização da região e ainda possibilitará crescimento. Foto: Marco Charneski

 

EDIÇÃO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO – 129 ANOS

Dentre os 399 municípios paranaenses, Araucária ocupa o 13º lugar no que se refere à população. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2017, a cidade tem aproximadamente 137.450 habitantes. Grande parte dos domicílios, cerca de 90%,estão na área urbana, mas a maior parte do território municipal, aproximadamente 81%, é de uso rural.

A zona urbana de Araucária é delimitada pela área que fica entre as rodovias estaduais PR-423 e a federal BR-476, além do Distrito de Guajuvira. Durante as etapas de revisão do Plano Diretor de Araucária (PDA) pode ser observado que o zoneamento urbano vigente possui limitações quanto ao uso e a ocupação do território, o que prejudica a instalação de novos empreendimentos imobiliários e industriais, além de dificultar a implantação um ambiente urbano diverso que ofereça mais serviços e opções para a população.

Quem mora em Araucária em algum momento andando pelas ruas da cidade já se perguntou por que a cidade tem poucos prédios ou porque os que foram construídos aqui possuem poucos pavimentos. A resposta para essas e outras tantas perguntas é exatamente o que está sendo discutido nesse momento: o Plano Diretor. O plano vigente, de 2006, havia determinado que as construções em zona residencial deveriam ter até quatro pavimentos.

Pensando em uma cidade mais atrativa tanto para o comércio quanto para os moradores, nessa revisão do PDA está sendo proposta a criação de um novo corredor urbano que possa abrigar prédios com mais andares. Chamada de “Zona de Consolidação Central”. Essa área, delimitada pela Rua Minas Gerais (ao Sul) e pelas avenidas Manoel Ribas e Archelau de Almeida Torres, comportaria um maior adensamento urbano e por este motivo poderá acomodar maior verticalização. Além disso, os técnicos apontam o acesso fácil a equipamentos comunitários e às redes de infraestrutura urbana e também as linhas de transporte público que já atendem a região como fatores atrativos para a consolidação da verticalização do município nessa área. Na prática isso significaria a possibilidade de construção de edifícios com mais pavimentos que atraiam moradores e que já sejam construídos dentro do modelo de cidade compacta e sustentável.

“Quando pensamos em sustentabilidade imediatamente pensamos em questões ambientais, mas não é só isso. A cidade compacta viabiliza uma cidade sustentável. Quando você tem uma cidade compacta, você tem tudo mais à mão. Perto da sua casa tem comércio, tem lazer, tem toda uma estrutura de serviços municipais. Isso evita deslocamentos desnecessários dentro da cidade. Então a ideia é verticalizar essa região, respeitando as questões ambientais, e incentivar o uso misto, como por exemplo: um prédio residencial, mas que no térreo tenha uma academia, uma panificadora, etc.”, explica a arquiteta Natália Cabrita, coordenadora da equipe de revisão do PDA.

O número de pavimentos de cada construção será determinado por escalonamento. A expectativa é que com essa nova proposta as construtoras se interessem em investir no município. “Essa revisão do PDA está sendo feita pensando em vários pontos, mas o plano em si não vai resolver todos os problemas da cidade porque depende que outras ações em paralelo aconteçam. Tem que se investir em saúde, educação, espaços de lazer. O governo também precisa incentivar o crescimento dos municípios”, pontua Natália.

Texto: Danielle Peplov

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