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Produtor denuncia vizinho por uso indevido de agrotóxicos

Produtores devem seguir as instruções sobre a aplicação correta dos agrotóxicos para evitar problemas de contaminação

 

Um agricultor da região do Camundá procurou a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná – Adapar, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, para tratar do encaminhamento de denúncia relacionada aos graves problemas ocorridos em uma propriedade vizinha, decorrentes do uso de agrotóxicos. O vizinho estaria utilizando um produto nocivo à saúde, o que teria causado prejuízos na propriedade do denunciante.

“É uma situação bem complicada, fui pesquisar sobre a gravidade do uso deste agrotóxico e fiquei apavorado. Não sei se meu vizinho não foi orientado sobre sua aplicação, ou se usa de forma errada mesmo sabendo, mas isso não pode ficar assim porque o veneno se espalha pela atmosfera e mata a seiva da planta”, disse o produtor, que preferiu não se identificar. Ele comentou que já teria sido orientado a não usar este produto devido aos problemas que pode causar à saúde humana. “Quando fiquei sabendo acionei a Guarda Ambiental e eles não vieram. Depois liguei em Curitiba e disseram que não poderiam atuar aqui porque estava fora da área deles, mas que enviaram relatório para averiguação.

O secretário municipal de Agricultura – SMAG, Gustavo Botogoski, explicou que tem conhecimento do caso do produtor e que a denúncia foi mesmo formalizada na Adapar. “Também já trouxemos o problema para o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Araucária (Comdera) e estamos mantendo discussões. De qualquer forma, a SMAG sempre orienta os produtores sobre as técnicas de aplicação. No caso desse produtor que está sendo prejudicado, o aconselhamos a acionar o vizinho na justiça, pois se for constatado o erro, o mesmo poderá ser punido e terá que ressarcir os prejuízos do vizinho. Se a contaminação atingir seres humanos, o proprietário da área também poderá responder por crime ambiental, mas até onde temos conhecimento, isso não ocorreu”, esclareceu Botogoski.

O secretário disse ainda que a Secretaria do Meio Ambiente só entra no caso se o produto atingir algum córrego, o que também não é o caso. “Problemas como este podem ser evitados se o vendedor do agrotóxico orientar corretamente o agricultor sobre sua aplicação correta”, pontuou.

 

Texto: Maurenn Bernardo / Foto: Everson Santos

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