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Psicólogo explica causas que levam um jovem a fugir


Jovens saem de casa para viver aventuras, mesmo que apenas por um dia

Jovens saem de casa para viver aventuras, mesmo que apenas por um dia

A maioria dos jovens já pensou, pelo menos algum dia, em fugir de casa. Alguns acabam ficando apenas no campo das ideias e não colocam a fuga em prática, mesmo porque temem não ser aceitos novamente pelos pais caso algo saia errado. Outros, no entanto, não se preocupam com os riscos e decidem viver esta aventura perigosa. O fato é que, enquanto a família esquenta a cabeça, os filhos quase estão bem.

Grande parte das molecagens acabam sendo rapida­mente solucionadas. Desaparecidas desde o dia 12 de fevereiro, por exemplo, duas garotas araucarienses de 14 anos foram encontradas na casa de amigas no município vizinho, de Fazenda Rio Grande, 13 dias depois. Uma delas, inclusive, estava na companhia de um homem bem mais velho. Fugas semelhantes acontecem todos os dias.

Entre os rebeldes que decidem se arriscar, a maioria tem entre 12 e 18 anos. Mas fugir de casa não faz parte da infância e da adolescência, porém, as fugas estão sendo cada vez mais frequentes.

Para o psicólogo Jackson Leoni, existem vários fatores que influenciam os jovens nessa decisão, entre eles a rebeldia, a tentativa de chamar a atenção e a questão hormonal. “O nosso humor é influenciado por nossos hormônios e esses fatores vão favorecer a busca de respostas e de contato fora de casa. Isso é natural, é um sair do ninho e conhecer os arredores”, explica Jackson.

Segundo ele, dois fatores principais vão diferenciar as possíveis escolhas do adolescente: um é a questão genética, ou seja, o temperamento como um tempero natural de cada um, uns são mais doces, outros mais azedos ou apimentados e assim por diante. Esse tempera­mento vai tornar mais fácil ou mais difícil de conversar sobre suas vivências, frustrações, vontades e curiosidades.

O segundo ponto que tem tudo a ver com o primeiro, conforme aponta o psicólogo, é o diálogo em casa, entre os pais ou responsáveis legais pelo adolescente. “Manter um diálogo constante com o jovem nessa fase é muito importante, com isso ele tem o referencial de alguém maduro, que pode responder suas dúvidas e lhe passar confiança”, observa.

Para o psicólogo Jackson, alguns pais acabam ficando com medo de conversar, aliás, medo de perceber que precisam conversar. “Esse medo faz com que eles adiem isso ou deixem que uma instituição (escola, unidade de saúde) se responsabilize. E é importante lembrar que se ausentar é permitir que outro ocupe seu lugar. E aí mora o perigo”, orienta.

Foto: Divulgação

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