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Trabalhadores do barracão de recicláveis pedem para população separar o lixo

No barracão já chegaram a trabalhar 58 associados em dois turnos, hoje pouco mais de 20 pessoas trabalham no local. Foto: divulgação


 

Uma atitude simples, mas que pode ajudar muita gente: separar o lixo. Para os trabalhadores do Centro de Processamento e Transferência de Materiais Recicláveis da Prefeitura, o Barracão de Recicláveis, o ano de 2018 foi difícil já que a quantidade de material reciclável que chegou até o local diminuiu muito.

No entanto, no mês de dezembro e agora no início de janeiro os associados notaram um aumento no lixo. “Nessa época de festas de fim de ano, férias, é normal a quantidade de lixo aumentar, mas já estamos preocupados com o depois”, afirma Giane Marisa Borges, vice-presidente do Barracão de Recicláveis.

No barracão já chegaram a trabalhar 58 associados em dois turnos, hoje pouco mais de 20 pessoas trabalham das 7h30 até às 17h. A vice-presidente conta que a quantidade de carrinheiros nas ruas da cidade aumentou muito, o que dificulta o trabalho dos associados. “Tem muita gente pegando lixo na rua, alguns carrinheiros são até de outras cidades. O problema é que eles escolhem o lixo que querem recolher e quando passa o caminhão da coleta seletiva acaba trazendo pra nós um material que não dá mais pra ser usado. Aí a prefeitura precisa disponibilizar outro caminhão pra tirar esse lixo que não serve aqui no barracão. Ou seja, além de prejudicar nosso trabalho gera um custos mais para o município”.

Outro fato recorrente no barracão é a chegada de lixo misturado: orgânico e reciclável no mesmo saco. “Dá muito trabalho para separar. Perdemos muito tempo. Nós fazemos um apelo para que a população faça essa separação, não custa nada”, pede Giane.

Os associados também pedem a colaboração dos moradores para que coloquem o material reciclável no dia certo da coleta seletiva da prefeitura. “A prefeitura irá recolher todo esse lixo e trazer para nós no barracão. Quando as pessoas fornecem seu lixo para um carrinheiro, ele vai escolher o que interessa e muitas vezes descartar o que não pode ser usado em terrenos baldios ou em outras lixeiras pelos bairros. Aqui não, separamos certinho e o que é descartado já é encaminhado pelo município para outros locais”. Em Araucária, a coleta seletiva é feita duas vezes por semana na região central e uma vez nos bairros.

É importante ressaltar que os associados dependem financeiramente da reciclagem do lixo e com pouca quantidade de material o trabalho fica prejudicado, além disso, desta forma, o barracão não consegue oferecer oportunidade de trabalhar para quem muitas vezes vai até lá em busca de uma renda.

Texto: Danielle Peplov

Publicado na edição 1145 – 10/01/18

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