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Usuária diz ter sido humilhada por motoristas do TRIAR


Fabiana Marquezim, usuária do transporte público de Araucária, relata que vem sofrendo humilhações. Aposentada por invalidez desde junho de 2015, com restrições nos movimentos, ela costuma utilizar o sistema praticamente todos os dias, no entanto, alega que vem sendo vítima de preconceito por parte de alguns motoristas. “Eles são preconceituosos toda vez que vou entrar no ônibus, por eu ser toda torta. Já fiz várias reclamações junto à empresa, mas de nada adiantou. Quando faço uma reclamação me tratam pior, e os motoristas dizem na minha cara que por eu ter feito isso eles me discriminariam ainda mais, pior que muitos nem me deixam subir no ônibus. Por que a empresa não tem um médico perito, uma vez que faz tantas exigências? Estou refém desse descaso há quase quatro anos”, denuncia.

Fabiana relembra um episódio recente ocorrido dentro de um ônibus do TRIAR, onde um motorista negou sua entrada pela porta traseira do coletivo. “Como não tenho direito a acompanhante e não consigo passar o cartão sozinha, pedi ao motorista para entrar pela porta traseira e ele negou. Eu disse que meu cartão estava vencido e que só na data do dia 30 poderia renová-lo. Uma pessoa conhecida que embarcaria no mesmo ponto iria mostrar a minha identidade, mas ele se negou a ver e foi categórico em dizer que até que meu cartão fosse renovado, eu teria que pagar a passagem, afirmando várias vezes: ou paga ou desce!”, relatou, alegando que só quer o direito de ir e vir, garantido por lei.

Sobre o problema, o superintendente do transporte coletivo, Wilmer Jacó da Silva, explicou que Fabiana, pela sua condição, recebe um atendimento especial, tem isenção no transporte coletivo, no entanto, já arrumou algumas confusões junto aos motoristas da empresa, inclusive já entrou com processo contra a Viação Tindiquera. Nem todos os motoristas a conhecem, e quando isso acontece, ela recebe o tratamento igual aos demais passageiros. Daí ela reclama que alguns motoristas não esperam e arrancam o veículo antes de ela sentar, e também alega sofrer assédio moral”, argumentou.

Wilmer lembrou ainda que a passageira já tem vários processos contra empresas de transporte de outras cidades, e com acusações do mesmo teor. “Sempre a atendemos muito bem, a orientamos quando necessário, mas ela nem sempre acata”, disse.

Publicado na edição 1130 – 13/09/18

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