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Vacinação está abaixo da meta do Ministério da Saúde


Vacinação do público infantil foi de 65% enquanto o ideal seria 95%. Foto: divulgação

 

No domingo, 9 de junho, foi o Dia em Alerta à Imunização, cujo objetivo é conscientizar a população sobre a importância de manter as principais vacinas em dia. A ação é necessária porque, segundo dados divulgados recentemente, os índices de imunização no país estão abaixo da meta estipulada pelo Ministério da Saúde. Em Araucária, as estatísticas não estão tão longe do ideal, mesmo assim, ainda é preciso reforçar as campanhas de vacinação para chamar a população.

Conforme a Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, dentre as 8 vacinas recomendadas para as crianças menores de 1 ano, o Município conseguiu cobertura ideal para 5 delas, garantindo uma homogeneidade de cobertura de 62,5%, mas o ideal seria, pelo menos, 95%. Vale ressaltar que, das 11 vacinas previstas para crianças, 8 delas são recomendadas a menores de um ano, duas para a idade de um ano, e ainda a vacina contra a gripe, recomendada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos. As coberturas preconizadas pelo Ministério da Saúde são de 95 e 90%, conforme o imunobiológico e a meta de Araucária é atingir essas porcentagens para a população de crianças menores de 1 ano e de 1 ano de vida.

Dados nacionais mostram ainda que vacinas da hepatite A, meningite e a própria BCG têm tido uma procura muito baixa. No entanto, em Araucária, as coberturas para estas vacinas foram de 95,1%, 95,4% e 97,2%, respectivamente.

Rede pública

Segundo a Vigilância Epidemiológica, os estados e municípios seguem as recomendações do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, ou seja, Calendário de Vacinação da Criança, do Adolescente e do Adulto/Idoso, regido pela Portaria 1.533 de 18/08/2016 e, complementado por Notas Técnicas sempre que necessário. Essa Portaria e as Notas Técnicas indicam quais vacinas podem ser aplicadas em cada faixa etária e o número de doses necessárias, para garantir a proteção. Dentre outras determinações, essas vacinas são as que estão disponíveis nas unidades básicas de saúde do município.

“Os índices de imunização na rede local, nas pactuações que os municípios fazem com o Ministério da Saúde, é recomendado que se alcance uma homogeneidade de coberturas vacinais de no mínimo 95%, em Araucária, para o ano de 2018, a meta atingida foi de 75%”, explicou o departamento.

Adolescentes

Embora não atinja cobertura ideal para algumas vacinas, o Município apresenta mais dificuldades em vacinar adolescentes e adultos, isso porque as crianças menores, até 1 ano de idade, dependem de um responsável para levá-las aos serviços de vacinação.

A Vigilância Epidemiológica lembra que essa baixa procura se atribui à inadequada adesão às vacinações e a outros motivos diversos. “O Programa Nacional de Imunização – PNI existe desde a década de 70, época onde algumas doenças ainda matavam muitas crianças. Ao longo dos anos foram conseguindo melhores coberturas vacinais (95% ou mais) para essas vacinas, de forma que, as doenças praticamente deixaram de existir devido ao grande número de vacinados. Com a ocorrência de poucos (ou nenhum) casos das doenças, as pessoas também deixaram de se preocupar com as vacinas, ocasionando a baixa cobertura vacinal e, o retorno de algumas doenças consideradas controladas, como o sarampo, por exemplo”, esclarece o setor.

Outro fator está no crescimento de grupos de pessoas naturalistas, que optam por não se vacinar e nem aos seus filhos. O preconceito em relação a algumas vacinas é outro motivo que interfere na cobertura ideal. Existem ainda as fake news que circulam em diferentes redes sociais, atribuindo erroneamente às vacinas, eventos que não são comprovados cientificamente, como exemplo o Autismo associado a tríplice viral.

As campanhas de vacinação prolongadas, que possibilitam à população “deixar para depois” e acabam por não vacinar; o pouco interesse da população em atender aos apelos feitos em diferentes mídias sociais, a exemplo da baixa procura pela vacina contra febre amarela, em relação a vacinação contra influenza, cujo período para vacinação foi de aproximadamente dois meses e não foi atingida a cobertura mínima de 90%, também são fatores que influenciam.

Diante disso, a Secretaria Municipal de Saúde tem feito campanhas e ações frequentes, em diversos momentos, para que a população coloque o calendário de vacinação em dia, porém, sem muito sucesso.

Texto: Maurenn Bernardo

Publicado na edição 1167 – 13/06/2019

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