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Verão: consumo de energia dispara no Paraná

Foto: Marco Charneski

 

A onda de calor neste início de ano está provocando o aumento no consumo de energia no Paraná. Nos primeiros quinze dias deste mês, a demanda total de energia foi a maior para o período nos últimos cinco anos, e 2,4% a mais que no ano passado. Em Foz do Iguaçu, cidade que historicamente apresenta a maior média de consumo de energia no Estado no verão, o aumento médio na demanda foi de 5,18%, praticamente o dobro de toda a Região Oeste.

As Regiões Norte e Noroeste apresentaram crescimento de 2,5%, a Centro-Sul 2,3% e a Região Leste, de 1,9%. No Brasil, a onda de calor provocou quatro recordes sucessivos na demanda de energia no Sistema Interligado Nacional nas duas primeiras semanas do ano. Os dados são do Operador Nacional do Sistema Elétrico. Segundo o gerente de Inovação da Copel, Gustavo Klinguelfus, os números refletem, principalmente, o crescimento no uso de aparelhos de ar-condicionado para refrigeração de residências e shopping centers, no comércio de rua e na indústria. ”Um aparelho de ar-condicionado ligado oito horas por dia chega a consumir 324 quilowatt-hora no mês, algo como 250 reais a mais na conta de luz”, afirma Gustavo Klinguelfus.

Gustavo orienta também sobre formas de uso e compra de aparelhos que ajudam na redução do consumo de energia. “Cada vez que a porta da geladeira é aberta, o ar quente entra, acionando o motor para restabelecer a temperatura interna. Evitar abri-la com frequência e checar as borrachas de vedação é uma dica. A Copel orienta, ainda, acionar lâmpadas apenas quando a iluminação natural for insuficiente, e preferir as fluorescentes compactas e LED com selo Procel. A instalação elétrica deve ter uma fiação adequada para cada unidade consumidora, evitando sobrecargas que geram aquecimento. Fios desencapados ou emendas mal-feitas também provocam perda de energia em forma de calor. Para identificar as chamadas “fugas de corrente”, desligue todas as luzes, retire os aparelhos das tomadas e verifique o medidor de energia. Se ele continuar se movendo, é importante chamar um eletricista” aconselha o diretor.

Repórter: Priscila Paganotto

Texto: Agência de Notícias do Paraná

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