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Acusado por feminicídio é condenado no Tribunal

Na última quinta-feira, 9 de agosto, foi réu no Tribunal do Júri Ediney Corcino Magalhães, acusado pela morte da então namorada Daniela Riba, em 15 de maio de 2011. O caso tomou repercussão em Araucária e também em Campo Largo, visto que Ediney desovou o corpo de Daniela em um matagal naquela cidade.

De acordo com os autos do processo, Ediney foi encontrado por um policial próximo à entrada para a região de Palmital no mesmo dia em que a notícia da morte de Daniela havia sido veiculada em jornal. Ele foi abordado porque as autoridades, após início das investigações, descobriram que a vítima encontrada em Campo Largo poderia ser moradora de Araucária e seu companheiro teria um Ford Escort de cor amarela.

O policial avistou o referido carro, e, sabendo do crime, decidiu abordar o motorista, pois já sabia das diligências que estavam em andamento. Ao ser abordado, Ediney, na época, apresentou nervosismo e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Araucária para esclarecimentos. Na DP, ele confessou o crime, fornecendo de maneira detalhada, segundo sua versão, como se deram os fatos.

Familiares da vítima e do autor foram ouvidos durante o processo e em algumas declarações comentaram que Ediney mantinha, há aproximadamente um ano e meio, um relacionamento com a vítima e que as brigas eram constantes entre os dois. Ainda, segundo relatos, os dois eram usuários de cocaína, fato também mencionado pelo autor.

Alguns dias após o crime, em depoimento para autoridades, Ediney contou que conheceu Daniela em uma boate e que logo iniciaram um relacionamento. Ele era casado e alguns meses depois a vítima descobriu o endereço do amante e teria passado a ameaçar a esposa dele.

Após a descoberta do relacionamento extraconjugal o casamento se desfez e Ediney passou a morar com Daniela a partir de janeiro de 2011. De acordo com informações do inquérito, o relacionamento entre Ediney e Daniela era bastante conturbado.

Na data do crime, os dois teriam ingerido bebida alcóolica e teriam consumido cocaína. Após o uso do entorpecente, teriam iniciado uma grave discussão. O réu teria dito que a namorada o ameaçou com uma faca, momento em que ele a segurou e deu um golpe conhecido como “gravata”, até ela desmaiar. Com isso, ele teria levado Daniela para uma cama e alguns minutos depois percebeu que ela estava morta.

O crime aconteceu em uma casa no jardim Manoel Bandeira e, a fim de sumir com o corpo, Ediney colocou o cadáver no carro e foi para Campo Largo, onde o desovou no loteamento Francisco Gorski, na Estrada da Ratada. O corpo, que estava com pijama, foi localizado por moradores da região que acionaram a polícia.

SENTENÇA

O Conselho de Sentença decidiu condenar o réu e a pena foi de 12 anos de reclusão inicialmente em regime fechado.

Foi concedido ao réu o direito de recorrer em liberdade, já que, conforme justificado na sentença, ele já respondia solto ao processo e durante a instrução não foi constatada que sua liberdade possa ter colocado em risco a ordem pública.

Foto: divulgação

Publicado na edição 1126 – 16/08/18

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