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Araucária tem aumento de 225% em casos de suicídio

A maioria dos suicídios se dá por situações passionais, problemas familiares e dívidas

 

O aumento expressivo no número de suicídios em Araucária tem preocupado autoridades locais. Apesar de ainda termos pouco mais de dois meses para o término deste ano, o aumento desses casos em relação ao ano passado já é de 225%.

De acordo com dados repassados pela Delegacia de Polícia Civil de Araucária (DP), em 2015 foi registrado um caso de suicídio na cidade. Já em 2016, foram quatro casos, e neste ano já foram 13, sendo que somente no mês passado foram três mortes.

O delegado Messias Antonio da Rosa comentou que durante as investigações, com os depoimentos de familiares, é apurado o possível motivo que faz com que as pessoas cometam esse ato extremo. A grande maioria dos casos tem como fator impulsionador situações passionais, graves conflitos familiares e dívidas. “Até concluirmos o inquérito, descobrimos que essas vítimas já vinham apresentando sintomas depressivos há algum tempo”, apontou.

Ainda, conforme dados repassados pela DP, neste ano todos os suicídios se deram por enforcamento. Nos anos passados, a segunda causa mais registrada foi envenenamento. Outras estatísticas indicam as características destas vítimas. Dos 13 casos registrados até agora neste ano, apenas um foi mulher. O restante, eram homens com idades entre 40 e 50 anos. Somente dois casos eram homens com idade na faixa dos 30 anos.

“É um número alarmante. Comparando a outras cidades da região metropolitana de Curitiba, Araucária está tendo uma incidência cada vez mais crescente nos casos de suicídio”, declarou o delegado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem alertado que o suicídio tem se tornado um grave problema de saúde pública, responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo. Segundo a OMS, para cada suicídio é possível dizer que há muito mais pessoas que o tentam a cada ano. A ingestão de pesticidas, enforcamento e armas de fogo estão entre os métodos mais comuns de suicídio em nível global.

EM SETEMBRO

Somente no mês de setembro foram 3 suicídios em Araucária, quase o mesmo número registrado durante todo o ano de 2016.

O primeiro deles aconteceu no dia 5 de setembro em que a vítima foi o professor de filosofia e sociologia da rede estadual e de escolas particulares, Jerson José Darif Palhano, 47 anos. Ele foi encontrado morto em um matagal localizado na rua Heitor Alves Guimarães, próximo a praça do Tayrá.

Na data da morte de Jerson, pela manhã ele teria ainda dado aula e estaria apresentando comportamento aparentemente normal. As polícias em Araucária receberam a informação por volta das 14h que Jerson estava desaparecido e que teria deixado uma carta à família informando o suicídio. O corpo foi encontrado por volta das 17h.

Já no dia 24 de setembro, outro caso chocou a população justamente pela vítima ter sido encontrada também em local público. Uma pessoa que caminhava por uma trilha no Parque Cachoeira levou um susto ao deparar-se com um homem em óbito, vítima de enforcamento. O corpo foi identificado como Enrique Gabriel Musacchio Canabe, 58 anos.

Ele era natural do Uruguai e estava tentando arranjar trabalho em Araucária. Enrique estaria sofrendo de depressão há alguns meses e também estava com problemas na família, sua irmã estaria com uma doença grave e os pais de Enrique faleceram há pouco mais de seis meses, segundo informações.

E o último caso de suicídio registrado no mês de setembro em Araucária foi no domingo, 29 de setembro. A polícia recebeu a informação de que um homem teria sido encontrado morto dentro de um banheiro anexo a uma borracharia, localizada na rua Uirapuru com a rua Avestruz, no bairro Capela Velha.

O corpo foi recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), em Curitiba, onde foi identificado como Emerson de Souza Martins, 35 anos, morador do bairro Itaipu.

Sobre este caso, a DP ainda está ouvindo os familiares a fim de concluir o inquérito.

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Um Comentário

  1. O Comusar Conselho Municipal de Saúde de Araucária, realizou uma roda de conversa sobre o assunto, mas infelizmente a presença de órgãos públicos foi pífia, nem mesmo a área da saúde enviou representantes apesar de dar o apoio logístico necessário, mesmo o legislativo municipal compareceu, apenas a vereadora Tatiana Nogueira , também apoiadora da causa e do evento esteve presente… até a imprensa nesse dia se fez ausente , ainda que de forma contribuitiva divulgou o evento…ou seja continuaremos a jogar o problema para debaixo do tapete.

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