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“Caim das Araucárias” foge do próprio julgamento minutos antes de ser condenado


Crime aconteceu em janeiro de 2013. Casa do assassino foi incendiada pelo próprio pai

Nesta quinta-feira, 1º de junho, o Tribunal do Júri de Araucária realizou o julgamento de Tito da Silva Camargo, réu confesso do assassinato do próprio irmão, Eneas da Silva Camargo. O crime aconteceu em 13 de janeiro de 2013.

Porém, algo inesperado aconteceu pouco antes da sentença ser proferida. É que, enquanto o Conselho de Sentença, formado pelos sete jurados, estava reunido para votar na condenação ou absolvição de Tito, o réu simplesmente deu no pé. Exatamente: fugiu do próprio julgamento.

Tito estava respondendo ao processo em liberdade e por isso não estava algemado e nem sob escolta policial. Por isso, no momento em que o salão do júri foi esvaziado para que os jurados pudessem fazer seus votos, Tito foi autorizado a esperar, junto com as demais pessoas que acompanhavam o júri popular, do lado de fora do salão.

Tão logo os jurados concluíram seus votos e o juiz Sérgio Bernardinetti, com base na decisão do júri popular, calculou o tempo de pena que Tito teria que cumprir, o magistrado pediu para que todos voltassem ao salão para proferir a sentença. Todos voltaram, exceto o réu, que muito possivelmente sentiu que seria condenado e resolveu desafiar mais uma vez a Justiça dando no pé.

Tito foi condenado a 16 anos e oito meses de prisão, inicialmente em regime fechado. O homicídio foi simples, mas a pena foi aumentada pelo fato de ter sido praticado contra o próprio irmão. O Código Penal Brasileiro considera crimes cometidos contra familiares um agravante. O magistrado do caso determinou a expedição de mandado de prisão urgente contra Tito, que agora é considerado foragido.

Entenda o caso

No início da noite do dia 13 de janeiro de 2013 um crime atípico no bairro Cachoeira chocou Araucária. Uma confusão entre dois irmãos, motivada provavelmente por um cachorro, tirou a vida de Eneas da Silva Camargo, 28 anos. O autor do crime foi Tito da Silva Camargo, 34 anos, irmão da vítima.

 

No dia do fratricídio , segundo versão de familiares, os irmãos e outros parentes e amigos estavam reunidos em casa. Todos almoçaram, tomaram chimarrão e se divertiram juntos. Um pouco depois disso, a vítima saiu com um amigo para buscar capim para os cavalos. Nesse ínterim, a esposa de Tito teria pedido ajuda a Enéas para conter o cachorro da família que teria avançado no filho de Tito. Enéas então teria segurado o cachorro para evitar que ele mordesse o sobrinho. Sabe-se lá porque, neste instante, a esposa de Tito pediu nova ajuda, agora ao marido, porque Enéas estaria matando o cachorro da família. Foi que Tito teria vindo correndo e disparado três tiros contra o irmão. Em seguida, ele fugiu. Dias depois se apresentou à autoridade policial e passou a responder o crime em liberdade.

 

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