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Imobiliária é investigada por estelionato em inquérito policial


Uma imobiliária situada no centro da cidade, que teve as atividades encerradas no início deste ano, após, em tese, falir, está sendo investigada pela Delegacia de Polícia Civil de Araucária por estelionato.

De acordo com o delegado João Marcelo Renk Chagas, foi instaurado inquérito após cerca de 15 denúncias semelhantes em relação ao mesmo estabelecimento. “As investigações foram iniciadas no primeiro semestre deste ano depois de averiguarmos diversas ocorrências de um possível estelionato por parte desta imobiliária. Em todas as denúncias, duas mulheres são apontadas como as que praticavam o golpe, sendo uma delas a proprietária da empresa e outra uma suposta corretora de imóveis, visto que a mesma não possuía registro profissional, o Creci”, disse o delegado.

O suposto golpe acontecia da seguinte forma: interessados em imóveis para venda em Araucária deviam depositar, em uma das contas da proprietária da imobiliária, determinado valor como sinal de negócio. Isto porque as duas mulheres afirmavam que havia outras pessoas também interessadas e a forma de garantir a venda era a partir do sinal depositado. Dias depois, conforme relatou o delegado com base nas denúncias feitas, a proprietária e a corretora diziam ter tido problemas no negócio e pediam novamente um segundo depósito. Depois disso, as duas despistavam os clientes por algum tempo e “sumiam” sem devolver o dinheiro, muito menos entregar o imóvel.

Segundo a DP, as vítimas perderam quantias entre 10 a 20 mil reais, totalizando um valor de cerca de 250 mil reais às supostas estelionatárias. As envolvidas já foram ouvidas na delegacia e negaram o crime, justificando a falência da empresa.

“Elas emitiam recibos dos depósitos que eram feitos em três contas diferentes da dona da imobiliária. Mas este dinheiro nunca foi ressarcido aos clientes”, contou o delegado. Estes clientes, inclusive, são de renda média a baixa.

A equipe de investigação da Polícia Civil de Araucária pede que se houver mais vítimas desta imobiliária, para que entrem em contato com a DP local e registrem a ocorrência. “Não podemos divulgar o nome da empresa, mas se existirem outras vítimas, certamente elas irão identificar estes relatos, justamente pela forma como os crimes eram praticados desde o ano de 2016”, concluiu o delegado, complementando que se futuramente for comprovada a participação de mais pessoas no suposto crime, o inquérito poderá correr também por associação criminosa, além do estelionato.

Foto: divulgação

Publicado na edição 1127 – 23/08/18

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