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Julgamento do caso Dona Cida seguirá em pleno feriado de Tiradentes

A Vara Criminal de Araucária retomará o julgamento de Alissom Campolim dos Santos e Mariane Pianovski na manhã desta sexta-feira, 21 de abril. Exatamente: em pleno feriado de Tiradentes. O casal é acusado de ter matado a senhora Maria Aparecida Vechia, mais conhecida como Dona Cida.

Ela foi brutalmente assassinada em sua casa no dia 10 de março de 2015. Alissom e Mariane eram inquilinos da vítima e nunca confessaram o crime. A polícia e o Ministério Público, no entanto, sustentam que ambos degolaram e ainda tentaram esquartejar e queimar o corpo.

Os trabalhos do júri foram suspensos ao final desta quinta-feira (20) quando ainda estavam sendo ouvidas as testemunhas arroladas por defesa e acusação. Terminada esta etapa, inicia-se a fase de sustentação oral. Primeiro o Ministério Público terá duas horas para tentar convencer os jurados sobre a culpa dos réus. Em seguida, a defesa terá o mesmo tempo para tentar provar o contrário. Em seguida, caso o MP julgue necessário, poderá fazer uma réplica de trinta minutos e, por último, a defesa goza do mesmo tempo para uma tréplica.

Após tudo isso, o juiz do caso, no caso Sérgio Bernardinetti, elabora os quesitos que precisarão ser analisados pelos sete jurados. Eles então se reúnem numa sala e cada um vota se considera os réus culpados ou inocentes.

Incomunicáveis

Como após o início da sessão de julgamento os jurados precisam ficar incomunicáveis, os sete que irão decidir se Alissom e Mariane são os assassinos de Dona Cida não pôde voltar para casa ao final do dia de hoje. Eles estão hospedados num hotel, sem acesso a telefone e/ou internet, vigiados por oficiais de justiça e sem poder receber qualquer tipo de visita. Sequer o local onde eles estão é divulgado. Tudo isso para que eles não sofram interferências externas na construção de sua convicção sobre a culpa ou inocência dos réus.

Aberto ao público

Os interessados em acompanhar o desfecho do júri ao longo desta sexta-feira podem comparecer ao Fórum de Araucária, que fica na esquina das ruas Francisco Dranka e Alfredo Charvet. Todo o julgamento é aberto ao público.

 

 

Alissom e Mariane sentados no banco dos réus. Eles nunca confessaram o crime, mas na casa deles foi encontrado várias manchas de sangue, que seriam da vítima

 

Texto: Waldiclei Barboza/ Foto: Marco Charneski

Sobre Waldiclei Barboza

Waldiclei Barboza
Waldiclei Barboza é jornalista da editoria de Política de O Popular do Paraná desde 2005. Sempre às quintas-feiras, publica neste espaço e na edição impressa de O Popular uma Coluna sobre o dia a dia da política local.

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