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No último mês Corpo de Bombeiros socorreu 6 vítimas de afogamento


O fundo de cavas e represas é irregular, sendo este um dos fatores que representa o risco. Foto: Marco Charneski

 

Com o aumento das tempe­raturas, a comunidade se esquece do perigo de nadar em locais impróprios e acaba se arriscando para conseguir se refrescar. Nos últimos 30 dias, o Corpo de Bombeiros atendeu 6 vítimas de afogamento. Destas, 5 foram a óbito ainda no local em que estavam nadando.

O capitão Tomás, do Corpo de Bombeiros, fez alguns alertas à população. “Como Araucária tem diversos locais em que as pessoas acham que podem se banhar sem nenhum perigo, como cavas e até mesmo a Represa do Passaúna, muitos afogamentos são registrados durante o verão. Porém, é importante lembrar que cavas, areais, o vertedouro e a própria prainha no Passaúna acabam virando cenário de morte”, comentou.

Sendo assim, o capitão alertou a população para que não se banhem ou nadem nestas áreas, por mais que a temperatura esteja elevada. “São áreas de risco, sem a supervisão de bombeiros, e, além do mais, impróprias para banho. As águas são muito poluídas, há o perigo de doenças até mesmo para nós que entramos para realizar os resgates, estamos sujeitos a pegar hepatite, entre outras”, explicou.

Nesta segunda-feira, 17 de dezembro, André Luiz Vidal, 18 anos, acabou se afogando em uma cava localizada às margens da estrada do Tietê, área rural da cidade, e veio a óbito. Segundo informações, ele teria ido nadar com amigos e ficou preso em um trecho com lodo.

O capitão Tomás contou que naquela cava havia um forte odor de fezes e até mesmo animais mortos na água. “Foi difícil para encontrar o corpo do jovem, que estava no fundo e no meio da cava. Levamos cerca de 20 a 30 minutos para encontrá-lo e depois tentamos reanimá-lo por cerca de 40 minutos. Um médico veio de helicóptero, mas nada pode fazer a não ser constatar a morte do rapaz”, afirmou.

Os pais do garoto que foram até o local estavam inconsoláveis, conforme relatou o capitão da corporação. “São situações muito tristes. O pai desta vítima contou que o filho trabalhava, estudava e estava em férias, que não costumava ir a estes locais, mas que naquele dia teve folga e pelo ca­lor acabou saindo com amigos”, contou.

De acordo com o capitão, estas áreas inapropriadas para nado possuem fundo irregular, além de muitas delas conterem objetos no fundo que podem enroscar nas pernas do banhista. “Na represa, por exemplo, a pessoa entra em uma área rasa e abruptamente pode ficar em local que não dá pé. Com isso, acaba se apavorando e se afoga. Fora que há diversos tipos de enrosco, como arames farpados, galhos, pedras e até mesmo o lodo que acaba ‘prendendo’ o nadador”, apontou.

Das últimas ocorrências envolvendo afogamentos, algumas aconteceram no vertedouro da represa, outras na área conhecida como “prainha” e a última nesta semana. “Um dos afogamentos na prainha, que era em área particular, a vítima foi atendida a tempo”, relatou.

O capitão Tomás alertou ainda os pais de crianças e adolescentes para que procurem saber onde seus filhos estão indo e que, por mais que os filhos saibam nadar, para que não permitam que se desloquem a estas regiões.

Publicado na edição 1144 –  20/12/18

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