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Presos feridos em rebelião na DP seguem internados


Ambulâncias do SAMU conduziram os presos feridos ao Hospital do Trabalhador, em Curitiba. Foto: Everson Santos

 

Tumulto, tiros e dois presos feridos foi o saldo do princípio de rebelião registrado na tarde desta terça-feira, 9 de julho, por volta das 15 horas, na Delegacia de Araucária. Tudo começou quando os policiais civis perceberam uma grande agitação nas celas. Por uma câmera de segurança existente na carceragem, foi possível perceber que eles estavam amotinados. Nesse momento, a delegacia acionou o apoio do Cope. Outras viaturas da Polícia Militar e da Guarda Municipal vieram em reforço.

O superintendente, Djalma Santos Junior, contou que os presos estavam revoltados porque nessa semana receberam o castigo pela tentativa de fuga do dia 12 de junho, quando cavaram um buraco razoavelmente profundo em uma das celas, que daria acesso à área externa da DP. “O castigo foi a suspensão das visitas e das sacolinhas, com isso, os presos ficaram revoltados, alegando ainda o problema da superlotação na carceragem, que estava com 95 detentos, sendo que a capacidade é para 20”, explicou.

Contenção

Ainda de acordo com o superintendente, os presos de uma das celas estavam no pátio, e teriam ajudado a arrebentar os cadeados das demais celas. Em determinado momento, também teria sido percebida uma tentativa de fuga pelo telhado, e foi nesse instante que os policiais civis se viram obrigados a usar armas com munição letal e deram tiros para cima, na tentativa de conter os presos, dois foram atingidos. Vitor Kauan Miranda Romão, 23 anos, levou um tiro no braço, e Everton de Souza Oliveira, 26 anos, foi atingido no peito. Os dois foram socorridos por ambulâncias do SAMU e encaminhados ao Hospital do Trabalhador, em Curitiba. Segundo informou aquela casa de saúde, a condição dos dois é estável, eles seguem em observação, mas sem previsão de alta.

Transferência

Por conta da tentativa de fuga, o Departamento Penitenciário – Depen foi acionado e fez a transferência de cinco presos. Por enquanto, não há previsão de transferir outros detentos, conforme adiantou o superintendente Djalma.

O Departamento de Homicídios e Proteção è Pessoa – DHPP também prestou apoio na ação. Após os ânimos terem se acalmado, policiais civis fizeram uma vistoria minuciosa nas celas e apreenderam vários objetos, entre barras de ferro e celulares.

Publicado na edição 1171 – 11/07/2019

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