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Custo do transporte coletivo à Prefeitura cai de 140% para 40% da tarifa paga pelos passageiros

 

Principal ação da administração do prefeito Hissam Hussein Dehaini (PPS) nestes quase dois anos de governo, a extinção da Companhia Municipal de Transporte Coletivo (CMTC) se prova a cada dia a decisão mais acertada desta cidade em 128 anos de emancipação política.
Inicialmente, a afirmação acima pode parecer um exagero. Mas, com apenas uma informação, o contribuinte araucariense também não terá dúvidas disso. Isto porque, até o final de 2016, o subsídio médio do transporte coletivo em Araucária girava na casa dos 140%. Hoje, este índice é de apenas 40%. Tais dados são públicos e oficiais.

Para exemplificar um pouco melhor essa história, é como se para cada tarifa paga pelo passageiro para atravessar a roleta, a Prefeitura tivesse que pagar outra uma passagem em meia para fazer a catraca girar. Por consequência, esses recursos que acabavam indo para manter a CMTC deixavam de ser investidos em outras áreas, como pavimentação, saúde e educação.

Com a administração direta do transporte coletivo sendo feita atualmente por uma superintendência vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento (SMPL), foi possível reduzir drasticamente esse subsídio e, mais do que isso: a diminuição do aporte da Prefeitura veio com o incremento de diversas ações para ampliar o acesso dos ônibus do sistema TRIAR para parcelas da população araucariense tidas como vitais para o desenvolvimento da cidade. “O prefeito Hissam sempre acreditou que era preciso proporcionar aos estudantes da rede pública a gratuidade da passagem. Isto porque, no entendimento dele, além de incentivar o jovem a se manter na escola, isto ainda aliviaria o orçamento familiar. E assim foi feito”, ponderou o secretário de Planejamento, Samuel Almeida.

Em valores absolutos, só para se ter uma ideia, a falecida CMTC já chegou a custar mais de R$ 70 milhões anuais aos cofres públicos, dos quais menos da metade era referente ao efetivo valor arrecadado com a venda de passagens. O grosso da grana precisava ser completado pela Prefeitura. Em 2018, porém, mesmo com estudantes da rede pública não pagando passagem, gratuidade para todos os usuários aos domingos, isenções para diversos segmentos, como idosos, agentes de saúde e outros e, claro, a redução do valor da tarifa para R$ 2,90, o custo para manter o sistema rodando deve chegar a pouco mais de R$ 40 milhões, dos quais mais da metade virá do pagamento da passagem.

Obviamente, de acordo com Samuel, a decisão de extinguir a perdulária CMTC, bem como de tantas outras ações de austeridade na gestão do sistema de transporte coletivo local, precisou e precisa de disposição para enfrentamentos pesados, tanto no âmbito administrativo quanto jurídico. “Essa chacoalhada que o prefeito decidiu fazer, a opção de pensar um transporte coletivo para quem mais precisa, descontentou muita gente, muitos interesses, alguns deles enraizados em Araucária e, naturalmente, isto acaba gerando algumas demandas jurídicas e administrativas, mas todas estão sendo enfrentadas”, acrescentou.

Melhorias

Samuel ainda ressalta que, naturalmente, um sistema de transporte coletivo mais acessível, acaba atraindo mais usuários, o que necessita de uma vigilância diária da Prefeitura no que diz respeito a eventuais linhas sobrecarregadas, adequações em horários, reforços e coisas do gênero. “Essa devolução que o prefeito Hissam fez do transporte coletivo à população está atraindo mais passageiros e precisamos constantemente melhorar o sistema. Estamos, por exemplo, adquirindo mais alguns ônibus para reforçar o sistema em alguns horários”, comentou.

Texto: Waldiclei Barboza

Publicado na edição 1128 – 30/08/18

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