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Em julgamento, Tribunal de Justiça decide manter Betão preso

Betão está detido desde o dia 5 de abril.

 

Preso preventivamente desde o dia 5 de abril, o vereador Wilson Roberto da Mota (PSD) teve mais um revés na semana passada ao, em julgamento de mérito, ver seu pedido de habeas corpus ser negado por unanimidade pelos integrantes da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná.

Em razão disso, pelo menos por ora, não há prazo para que Betão deixe a cela que ocupa no Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais. Ainda não se sabe quais os próximos passos que serão adotados pela defesa do vereador, mas a expectativa agora é que eles recorram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

A negativa para soltura de Betão foi a terceira derrota dele no curso do pedido de habeas corpus. Ele foi preso em 5 de abril. No dia 11 seus advogados entraram com o HC. O desembargador José Carlos Dalacqua, que é o relator dos processos da operação Sinecuras, negou o pedido liminar pela soltura em decisão exarada no mesmo dia. Na oportunidade, o magistrado entendeu que – por ser vereador, mesmo que afastado, Betão poderia tumultuar as investigações. Também corroborou para o indeferimento da liminar o fato de que o edil, quando da divulgação lá no início de 2017 do vídeo em que ele aparece recebendo dinheiro de João Caetano Saliba Oliveira, ter procurado o Ministério Público para contar uma história falsa sobre o episódio. Posteriormente, quando Caetano optou por se tornar delator, ele também disse aos promotores do caso que Betão teria lhe procurado e dito para ele ir ao MP e confirmar sua história.

Com a liminar negada, Betão entrou então com um pedido de reconsideração, juntando aos autos a informação de que pediu licença do cargo de vereador e que já não poderia eventualmente tumultuar as investigações. Dalacqua, novamente, o manteve preso.

A última esperança dele seria o julgamento do mérito do HC, que é quando o relator leva o caso para a sessão da 2º Câmara Criminal. Isto aconteceu na última quinta-feira (26). Em seu voto, Dalacqua entendeu que era preciso manter Betão preso (veja trechos do voto nas imagens ao acima). A sorte do edil então dependia dos votos dos outros integrantes da Câmara. No entanto, todos os outros três magistrados presentes, José Mauricio Pinto de Almeida, Laertes Ferreira Gomes e Mauro Bley Pereira Junior votaram fechado com o relator.

 

 

 

Texto: Waldiclei Barboza / Foto: Marco Charneski

Publicado na edição 1111 – 03/05/2018

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Um Comentário

  1. Se não está bom nos tirem daqui!
    Porém precisou o gaeco tirar, nos precisamos aprender a votar.
    Cana e o mínimo tinha que devolver até os salários.

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