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Justiça estipula fianças de R$ 1 milhão para as mais três envolvidos na operação Sinecuras

Apartamento no edifício Easy Life (acima) teria sido dado a Olizandro como proprina, que o
repassou a Túlio Bandeira (detalhe) para saldar dívida de suposto acordo ilícito não cumprido


 

Mais três réus na fase Vida Fácil da operação Sinecuras terão que pagar, juntos, R$ 1 milhão para não terem que responder ao processo atrás das grades.

As medidas cautelares em relação aos denunciados Edson Luiz Casagrande, André Felipe Denig Bandeira e de Gustavo Luis Selig foram fixadas pelo juiz Sérgio Bernardinetti, da Vara Criminal de Araucária, em decisão tornada pública nesta quarta-feira, 16 de maio, mas que já data da semana passada. Na mesma canetada, o magistrado ainda determinou a prisão preventiva do advogado e ex-candidato a governador do Paraná nas eleições de 2014, Túlio Bandeira (PTC).

Já com relação a fiança estipulada pelo juiz da Vara Criminal, a mais salgada é em desfavor do empresário Edson Luiz Casagrande, que já foi até secretário de Estado no governo de Beto Richa (PSDB). Para não ser preso ele terá que depositar em conta judicial o valor de R$ 800 mil, além de colocar tornozeleira eletrônica, entregar o passaporte e não colocar os pés em repartições públicas da Prefeitura de Araucária.

André e Gustavo, por sua vez, terão que pagar fiança de R$ 100 mil cada, além de comparecimento mensal em Juízo para darem conta do que andam fazendo, não se ausentarem da cidade onde residem e proibição de botar os pés em prédios da Prefeitura local.

Os três têm até trinta dias para recolher a fiança e Casagrande dez para colocar a tornozeleira. Caso não façam isto no prazo, todos podem ter a prisão preventiva decretada.

Acusações

Os quatro alcançados pela nova decisão de Bernardinetti são réus na fase Vida Fácil da operação Sinecuras, que apura a permuta “Mandrake” em troca de propina feita entre terrenos da Cohab Araucária e da D. Borcath Incorporadora. O Ministério Público local os acusa de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Especificamente com relação a Túlio, Casagrande e André, no entanto, a participação no esquema teria se dado, digamos assim, de maneira indireta. Acontece que eles teriam recebido um apartamento do ex-prefeito Olizandro José Ferreira (MDB) como pagamento de uma dívida de R$ 200 mil contraída durante a campanha eleitoral de 2012 (quando Olizandro foi candidato).

De acordo com o MP, corroborado com declaração do ex-presidente da Cohab, João Caetano Saliba de Oliveira, que firmou acordo de delação premiada com o MP, naquela campanha, Casagrande e Túlio teriam dado R$ 700 mil para ajudar a eleger Olizandro. Em troca, ficariam com o direito de “comandar” o setor de informática da Prefeitura. Desta grana, R$ 200 mil foram entregues a Caetano mediante a assinatura de uma nota promissória.

Acontece que uma vez eleito, Olizandro não teria cumprido a parte dele no acordo, o que fez com que Casagrande e Túlio executassem a nota promissória. Caetano então reclamou com o ex-prefeito que teria resolvido dar o apartamento que, segundo o MP, ele recebeu como propina da permuta de terreno entre a D. Borcath e a Cohab para saldar a dívida. A transferência do imóvel foi feita diretamente à André, que é irmão de Túlio.

 

 

Texto: Waldiclei Barboza / Fotos: divulgação

Publicado na edição 1113 – 17/05/2018

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3 comments

  1. Prá onde vai o dinheiro da fiança? Fiquei curioso…

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