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Manter SAMU funcionando sai mais barato do que a Central de Ambulâncias


Central de Ambulâncias é alvo de investigação


Em fevereiro de 2014, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) concluiu o processo de licitação para contratação de uma empresa para gerenciar o serviço de urgência e emergência, o popular SAMU, em Araucária. A vencedora foi a empresa Globo Med Serviços Médicos Ltda., que desde então recebe pelo serviço R$ 194 mil mensalmente.

O valor pago a Globo Med é inferior ao que a Prefeitura gasta mensalmente somente com salários diretos aos motoristas que atuam na Central de Ambulâncias, que levam dos cofres públicos, em média, de R$ 200 mil todo santo mês. O setor, como se sabe, é alvo de uma série de denúncias envolvendo o pagamento de horas extras desnecessárias e, talvez, sequer feitas.

Para receber os R$ 194 mil por mês, a Globo Med tem que deixar à disposição da Prefeitura equipes para operar as três ambulâncias do SAMU: são 10 médicos, 11 socorristas, 5 enfermeiros, 10 técnicos em enfermagem e 1 coordenador. Ou seja, 37 profissionais que se revezam em turno para manter o serviço funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana. O número é apenas quatro a menos do que o utilizado na Central de Ambulâncias. A diferença, no entanto, é que operando o SAMU estão profissionais altamente qualificados e sabidamente caros no mercado de trabalho. Por outra banda, dirigindo as ambulâncias da central estão motoristas cuja exigência para terem entrado na Prefeitura foi apenas o Ensino Fundamental.

Mais carros
Em nossa última edição, informamos que havia apenas quatro ambulâncias à disposição da Central de Ambulâncias e 41 motoristas lotados no setor. Segundo o coordenador do órgão, Altevir Rodrigues, o dado não é 100% verdadeiro. Isso porque, além das ambulâncias propriamente ditas, a Central também seria a responsável pela operação de um micro-ônibus que faria o transporte de pacientes de Araucária até hospitais de Curitiba, uma van com atribuição semelhante, um carro que faria a locomoção de pacientes que procuram o Pronto Atendimento Infantil (PAI) e dois veículos menores que atenderiam a área rural. Estes dois, porém, estariam estragados e encostados numa oficina em Campo Largo, segundo Altevir.
 

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