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MP deve denunciar envolvidos na operação Sinecuras na próxima semana

Sexteto de promotores de Araucária, responsáveis pela operação Sinecuras.
Da esquerda para direita estão Juliana Krause, João Carlos Negrão, Thiagos Niclewicz, Karinne Romani, David Kerber de Aguiar e Josilmar de Souza Oliveira


 

O Ministério Público de Araucária corre contra o tempo para concluir dentro do prazo previsto em lei a denúncia contra todos os envolvidos nas três fases da operação Sinecuras, deflagrada na última quinta-feira, 5 de abril.

Segundo prevê a legislação brasileira, o MP tem dez dias a partir das prisões para concluir as investigações e outros cinco para apresentar a denúncia. Eventualmente, os promotores que conduzem o caso poderiam pedir uma prorrogação desse prazo. Mas, pelo que se sabe, isto não deve acontecer.

No dia da operação, além das prisões, os cerca de cem agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que deram apoio ao Ministério Público local também realizaram diversas buscas e apreensões de celulares e documentos.

Além disso, os promotores de justiça João Carlos Negrão, Karinne Romani, David Kerber de Aguiar, Josilmar de Souza Oliveira, Thiago Artigaz Niclewicz, Juliana Gonçalves Krause e Fernando Cubas Cesar, que estão à frente das investigações passaram os últimos dias ouvindo dezenas de testemunhas, a grande maioria delas cargos em comissão, muitas das quais teriam admitido que eram obrigados a repassar parte de seus salários aos vereadores que os indicavam. Todo esse material deve ajudar o MP a engrossar a denúncia que será apresentada ao juiz Sérgio Bernardinetti, da Vara Criminal de Araucária. Da mesma forma, o MP pode entender que algum dos alvos da operação de quinta passada não merece ser denunciado e retirá-los da peça acusatória.

Com a denúncia do MP em mãos, cabe ao magistrado analisar se há indícios para que os acusados se tornem réus. Caso haja, ele concederá prazo de dez dias para que esses se manifestem por escrito e designará audiência para ouvir os acusados e testemunhas.

 

 

Texto: Waldiclei Barboza / Foto: Everson Santos

Publicado na edição 1108 – 12/04/2018

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