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Operação da Polícia Federal prende um em Araucária


Deflagrada na última terça-feira, 14 de maio, a operação Octopus trouxe à Polícia Federal a diversos endereços de Araucária. Aqui foi cumprido um mandado de prisão temporária e outros cinco de busca e apreensão.

A operação aconteceu em conjunto com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e teve como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar aposentadorias por idade, por tempo de contribuição e pensões por morte.

De acordo com a assessoria de comunicação da PF, as investigações iniciaram em 2017 a partir de notícias recebidas pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (COINP) da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, sendo identificado que a organização criminosa atuava pelo menos desde 2013.

Para o cometimento dos crimes foram criados cerca de 800 vínculos empregatícios fictícios para mais de 500 trabalhadores. Os vínculos fraudulentos inseridos nos sistemas do INSS cobrem uma faixa de tempo de serviço de 1 a 15 anos.

A PF informou também que as investigações revelaram que a organização estava sendo chefiada por um agenciador de aposentadorias, reincidente em crimes contra a Previdência. Há fortes indícios de que o esquema criminoso conte com a participação de dois servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), três contadores, dois advogados e outros intermediários de benefícios previdenciários.

As prisões, buscas e sequestros de bens foram determinadas pelo juiz federal da 23ª Vara Federal de Curitiba, Nivaldo Brunoni. Em Araucária, a PF cumpriu o mandado de prisão temporária pelo prazo de cinco dias contra Valter Santa Maria, com residência na rua Flamingo, no bairro Capela Velha. “(A) medida se justifica porque é imprescindível para o aprofundamento das investigações, pois há indícios de que Valter Santa Maria seja a pessoa de contato com todos os integrantes da organização, e poderia alertar os demais alvos acerca das medidas ostensivas ora deferidas, em especial a busca e apreensão, que será analisada na sequência”, pontuou o magistrado.

Além da prisão, a PF também cumpriu mandado de busca e apreensão neste endereço.

Houve ainda o cumprimento de mandados de busca e apreensão na rua Purus, na rua Alberto Soczek e outros dois na rua Faizão. Uma das ordens foi efetivada na residência de um conhecido advogado local.

As autoridades estimam que o prejuízo causado aos cofres da União seja de R$ 3,7 milhões com o pagamento de 52 benefícios obtidos de forma fraudulenta. Os presos e o material apreendido foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal onde permanecerão à disposição da justiça.

Texto: Waldiclei Barboza

Publicado na edição 1163 – 16/05/2019

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