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Prefeitura decide não renovar contrato do EstaR

Segundo SMUR, EstaR vem sendo alvo de muitas críticas

 

A Secretaria Municipal de Urbanismo (SMUR) já notificou a Serttel Ltda., empresa responsável pela exploração do Estacionamento Rotativo (EstaR) nas ruas centrais da cidade, de que não renovará o contrato para execução do serviço. Com isso, a partir do dia 12 de novembro, as ararinhas deixarão de notificar os motoristas que pararem seus automóveis ao longo das vagas de estacionamento das ruas do Município.

A notificação, segundo informou a SMUR, foi feita à empresa sessenta dias antes do vencimento do contrato. Por lei, a extensão do contrato ainda poderia ser feita por mais quatro anos. De acordo com o secretário de Urbanismo, Reginaldo Luiz dos Santos Cordeiro, a decisão de descontinuar o EstaR foi tomada após a constatação de que o serviço não vinha sendo prestado a contento, o que gerava diversas reclamações dos moradores locais.

Ainda conforme Reginaldo, tão logo o serviço seja interrompido, a Secretaria de Urbanismo irá monitorar o comportamento da utilização das vagas de estacionamento nas ruas centrais da cidade e, posteriormente, se reunir com representantes da Associação Comercial de Araucária (Aciaa) e outras entidades para avaliar a necessidade de se retomar o serviço num futuro próximo. Caso seja esta a conclusão, um novo edital de licitação terá que ser publicado.

“Atualmente há bastante descontentamento com o modelo de exploração do EstaR adotado aqui em Araucária. Os motoristas reclamam que não conseguem comprar créditos e também da própria dificuldade de se saber quando tiveram suas notificações validadas ou não. Além disso, estávamos tendo que disponibilizar agentes de trânsito exclusivos para fazer o monitoramento da utilização irregular das vagas, o que tornava o contrato com a empresa que explora o serviço oneroso para o Município”, explicou.

Reginaldo salientou que o contrato atual com a Serttel prevê que 15% do valor arrecadado com o serviço de EstaR é repassado pela empresa aos cofres municipais. Mensalmente, isto representaria em torno de R$ 10, 12 mil sendo pagos ao Município, o que não cobriria os custos finais da Prefeitura com a disponibilização de recursos humanos e materiais para manutenção do serviço. “Vamos discutir juntos com os interessados, caso haja a necessidade de retorno do EstaR no futuro, qual seria o modelo adequado”, afirmou.

Créditos

Também conforme o secretário, a Serttel ainda não informou como fará a devolução de eventuais créditos comprados pelos motoristas por meio do aplicativo para utilização do EstaR. No entanto, Reginaldo afirmou que estes valores precisarão sim ser devolvidos a quem os comprou. “Obviamente, como já estamos informando que a partir do dia 12 de novembro não teremos mais o EstaR, o que pedimos é que os motoristas se organizem para não comprar muitos créditos, até para evitar eventual dificuldade neste ressarcimento”, finalizou.

 

Texto: Waldiclei Barboza/ Foto: Marco Charneski

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