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STJ nega habeas corpus e Betão segue preso

Vereador está detido no Complexo Médico Penal, em Pinhais

 

Preso desde o dia 5 de abril, o vereador afastado Wilson Roberto David Mota (PSD) sofreu mais um revés nos dias. O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, negou um pedido liminar feito por seus advogados para que ele pudesse responder em liberdade as acusações que pesam contra si. A decisão data de 23 de maio.

Como se sabe, Betão é réu na ação penal oriunda da deflagração da fase Mensalinho da operação Sinecuras. De acordo com o Ministério Público local, ele e outros vereadores da legislatura passada recebiam do ex-prefeito Olizandro José Ferreira (MDB) R$ 10 mil por mês, além de terem o direito de indicar cargos em comissão na Prefeitura. Em troca, os edis não criavam dificuldades ao Executivo.

A decisão liminar que manteve Betão preso foi do ministro Reynaldo Soares da Fonseca. Nela, ele afirma não ter visto qualquer ilegalidade praticada pelo juiz Sérgio Bernardinetti, que decretou a preventiva em primeiro grau. “Quanto aos fundamentos da decisão que decretou a prisão preventiva, em princípio, parece que a decisão encontra suporte na necessidade de segregação cautelar diante da gravidade concreta do delito, principalmente diante do fato de que há indícios de que o paciente continuou procurando o colaborador para alterar a verdade sobre os fatos, o que indicaria, inclusive, risco atual de reiteração delitiva”, escreveu o ministro.

Com a liminar negada, a esperança de Betão agora reside numa improvável reconsideração do ministro ou num abrandamento da prisão, com conversão em outras medidas cautelares quando da análise do mérito do habeas corpus colegiado do STJ, o que ainda não tem data para acontecer.

 

 

 

Texto: Waldiclei Barboza / Foto: Marco Charneski

Publicado na edição 1115 – 30/05/2018

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