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Segundo SMSA: Terceirização da UPA é necessária para que Prefeitura possa reforçar postos de saúde

Terceirização da UPA é necessária para que Prefeitura possa reforçar postos de saúde

 

Sessenta e oito. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), este é o número de funcionários que precisariam ser contratados pela Prefeitura para preencher o quadro de servidores da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que fica no jardim Planalto. E olha que lá já trabalham outras 89 pessoas. Em toda SMSA, o déficit de profissionais chega a 361.

Para tentar amenizar este problema, a Secretaria de Saúde afirma que a melhor alternativa é passar a gestão da UPA a uma organização social (OS). Ou seja, deixar que, assim como já acontece no Hospital Municipal de Araucária (HMA), uma terceira instituição administre aquele espaço.

Obviamente, a decisão da Prefeitura de terceirizar a UPA não agradou muito o sindicato que representa o funcionalismo municipal. Eles dizem que esta opção fará com que o serviço seja precarizado, prejudicando a qualidade do atendimento prestado ao usuário. Por sua vez, a Secretaria de Saúde garante que não existe tal risco, já que o Município seguirá fiscalizando os serviços prestados no local.

O secretário de Saúde, Carlos Alberto de Andrade, afirma ainda que a reestruturação da UPA não está sendo planejada de maneira isolada e que ela faz parte de várias outras modificações cujo objetivo é justamente suprir a falta de profissionais de carreira na rede de atenção básica. “Hoje, faltam nos centros de saúde algo em torno de 230 funcionários e nosso objetivo é fortalecer a atenção básica, já que esta é a função primordial do Município dentro do SUS”, comentou.

Carlos explicou que, com a gestão da UPA sendo feita por uma organização social, o Município além de resolver a questão da falta de funcionários no 24 horas, ainda libera 89 servidores para atender a rede básica. “Hoje, nós temos lá 89 servidores se desdobrando para fazer o trabalho deles e de mais 69 funcionários que estão faltando. Com a gestão da UPA sendo transferida a uma OS, esta terá que manter o quadro completo de profissionais, o que necessariamente vai melhorar a qualidade do serviço prestado ao usuário”, ponderou.

Ainda segundo os cálculos da Secretaria de Saúde, outra vantagem de repassar a gestão da UPA a uma organização social é o custo disso para o Município. “Hoje a UPA custa ao Município R$ 1,8 milhão por mês. Com a OS administrando, o custo mensal cai para R$ 1,4 milhão. Na prática, teremos quase o dobro de funcionários atendendo no local a um valor inferior ao que gastamos hoje com pouco mais da metade da equipe”, ponderou.
Carlos ainda destacou que outro ganho da terceirização da UPA será a possibilidade de qualificá-la junto ao Ministério da Saúde para que o Município receba recursos extras. “Infelizmente, estamos deixando de receber do Ministério da Saúde em torno de R$ 250 mil por mês porque não temos o quadro de funcionários completo atendendo na UPA e só conseguiremos preencher esse quadro com a gestão sendo feita por uma OS”, enfatizou.

Reunião no Comusar discutirá mudanças na UPA do Planalto

Na próxima terça-feira, 9 de janeiro, todas essa reestruturação que a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) irá promover na rede municipal de saúde e que implicará na transferência da gestão da Unidade de Pronto Atendimento do Planalto (UPA) à uma organização social será apresentado em reunião do Conselho Municipal de Saúde de Araucária (Comusar).

O encontro acontece na sede do Conselho, que fica na Rua Pedro Druszcz, quase em frente à Havan. Como todas as reuniões do órgão, esta também será aberta a população em geral.

De acordo com Jair Lopes, presidente do Comusar, esta será uma oportunidade de o gestor explicar as mudanças que estão por acontecer e, de quebra, também ouvir a opinião dos conselheiros e outros cidadãos que comparecem à assembleia.
Jair também destaca que a direção do Comusar está elaborando uma pequena enquete junto aos usuários da rede municipal de saúde para saber qual a opinião deles a respeito dessa terceirização.

Pronto Atendimento Infantil também passará à uma OS

Pronto Atendimento Infantil passará a funcionar em espaço anexo ao HMA

Embora a repercussão do momento esteja sendo com relação à transferência da gestão da UPA para uma Organização Social, o outro 24 horas da cidade também passará pelo mesmo processo. Aliás, só não passou ainda porque a Prefeitura enfrentou problemas na adaptação de um setor do HMA que abrigará o Pronto Atendimento Infantil (PAI), que hoje funciona no prédio do antigo Hospital São Vicente de Paulo.

Agora, a expectativa da Prefeitura é concluir a adaptação do HMA em breve. Quando isto estiver concluído, o PAI será transferido para lá e passará a ser gerenciado pelo mesmo instituto que já cuida do HMA. A porta de acesso ao 24 horas infantil, porém, não será mesma. “A entrada do PAI será instalada na avenida São Vicente de Paulo mesmo, assim não haverá confusão entre os pacientes do HMA e os que procuram atendimento no 24 horas infantil”, explicou Carlos Alberto de Andrade, secretário de Saúde.

Ainda segundo ele, o objetivo dessa mudança é o mesmo da UPA: conseguir preencher as escalas de trabalho sem que haja a necessidade de que os servidores efetivos façam horas-extras, melhorar o atendimento a população e liberar funcionários de carreira para os quadros da atenção básica. “Hoje, o PAI está com 58 funcionários e ainda faltam 31. Com a gestão sendo feita por uma OS, completamos a equipe desse serviço e ainda liberamos quase 60 funcionários de carreira para atender nas unidades básicas de saúde”, ponderou.

 

Texto: Waldiclei Barboza / Foto: Marco Charneski

Publicado na edição 1094 – 04/01/2018

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