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As coisas mudam!

Foi num velho exemplar de um informativo interno da Prefeitura de Araucária que na semana passada vi uma foto do atual prefeito, todo faceiro, passando o comando do Município ao seu antecessor, isto nos idos de 2005. Os dois pareciam estar felizes, ambos com sorrisos de orelha a orelha. Ao terminar de ler a materola que acompanhava aquela bela imagem, constatei: as coisas mudam! E como mudam!
 
E como é interessante a nossa vida. Dia após dia, estamos sujeitos a mudar pontos de vista… Lembro-me que quando mais jovem era um entusiasta do prefeito que aí está. Em 2000, cheguei a cantarolar aquele jingle: pense bem no seu destino/ que Araucária já vem chamando/ Albanor Zezé prefeito e seu vice, o Olizandro!… Ou aquele outro: agora os bons tempos vão voltar/ com Zezé tudo isso vai mudar/ vote certo, 45, vote Zezé! Quem diria que dez anos depois, sentiria vergonha de ter cantado aquela musiquinha? Quem diria que aquele sujeito, que eu via como um político capaz, correto e progressista, me decepcionaria tanto?
 
É, as coisas mudam! Quando recordo o meu passado… Quando penso que já tomei café numa xícara do Zezé, que colei adesivo do dito cujo no peito, sinto orgulho! Isto mesmo, orgulho… Não por ter feito estas coisas e sim por tê-las deixado de fazer. Isto é sinal de que cresci. Que aprendi a olhar o mundo de forma mais crítica. Que entendi que a política, enquanto instrumento de transformação da sociedade, deve ser utilizada de forma diferente da que estamos vendo hoje. Que compreendi a diferença entre política e politicagem…
 
Pensando bem, sou um privilegiado. Afinal, levei menos de uma década para entender que o que está aí não é e nunca será o melhor para Araucária. Enquanto isso, existem conhecidos meus (alguns amigos, outros nem tanto) que não querem, não conseguem ou não lhes é conveniente constatar o mesmo que eu. Triste sorte a deles.
 
Fica a minha torcida e o meu trabalho diuturno para que as “coisas continuem mudando” e que num futuro não muito distante a nossa cidade passe a trilhar um caminho progressista, de desenvolvimento sustentável, onde as pessoas sejam respeitadas e a política seja verdadeiramente utilizada em prol da sociedade como um todo e não dos mais chegados daqueles que estão no poder.
 
E você, amigo leitor, o que pensa sobre o assunto. Dê a sua opinião e até semana que vem!

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