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Nova concessão do transporte coletivo será dividida em três lotes


Esse deve ser o novo layout dos ônibus do TRIAR. Foto: divulgação

Deve ser lançada até o final deste mês ou início do próximo a fase externa do processo licitatório para escolha das novas concessionárias do transporte coletivo municipal. Isso mesmo, no plural: concessionárias. Pela primeira vez em sua história a Prefeitura decidiu dividir a execução do serviço, que pode movimentar ao longo de dez anos em torno de meio bilhão de reais.

Esta semana a Secretaria Municipal de Planejamento (SMPL), a quem cabe gerir o transporte coletivo municipal, publicou edital convocando os usuários dos ônibus do TRIAR para participar de uma audiência pública em que serão apresentados os detalhes do processo de seleção dessas empresas. O encontro acontece no dia 22 de agosto, a partir das 19h, no anfiteatro da Prefeitura.

Conforme informações da SMPL, a nova concessão será dividida em três lotes, o que permitirá e estimulará uma maior competitividade entre as empresas do setor que desejem ficar com o serviço.

O primeiro desses lotes é composto de 28 linhas que alimentam a região norte da cidade, definida pela área situada à esquerda da Rodovia BR-476 – Rodovia do Xisto (sentido capital), com destino ao Terminal Central de Araucária. Pelos estudos da Secretaria de Planejamento, para atender a essa região serão necessários 34 veículos operantes e outros 4 reservas. Ao todo, a empresa que ficar com o lote irá gerar em torno de 146 empregos diretos: 103 motoristas, 15 controladores de tráfego, 16 operadores de manutenção e 12 funcionários de higienização.

O segundo lote compreende 19 linhas, as quais atenderão a região sul da cidade, definida pela área situada à direita da Rodovia BR-476 – Rodovia do Xisto (sentido Curitiba), com destino ao Terminal Angélica. Para execução desses itinerários serão necessários, no mínimo, 30 veículos operantes e outros 3 reservas. Só os empregos gerados somarão 129 postos: 91 motoristas, 14 controladores de tráfego, 14 operadores de manutenção e 10 funcionários de higienização.

O terceiro e último lote compreende 3 linhas, as quais operarão entre os terminais Angélica e Central. A execução desses itinerários exigirá, no mínimo, 21 veículos operantes e 3 reservas. Os recursos humanos necessários para que o transporte seja feito a contento incluem 64 motoristas, 10 cobradores, 12 controladores de tráfego, 4 controladores de acesso, 10 operadores de manutenção e 7 funcionários de higienização, gerando um total de 107 empregos.

Somados, os três lotes preveem que a frota do TRIAR tenha 95 ônibus, sendo que 10% destes são reservas, operando 50 linhas e 55 itinerários. O total de empregos gerados beira os 400.

A expectativa da Prefeitura é concluir todo o processo de seleção das empresas ainda este ano, de modo que ao longo do primeiro semestre de 2020 possa ser feito o processo de transição sem atropelos. Assim como a atual, a nova metodologia para remuneração das concessionárias será o quilômetro rodado. A diferença, no entanto, é que a planilha que embasará esses cálculos foi melhorada, o que permitirá maior transparência e economia aos cofres públicos.

Com o início das operações da nova concessão, todo o sistema sofrerá uma atualização, com os ônibus ganhando novo layout. As empresas que ficarem com os lotes também terão que obrigatoriamente fornecer internet wifi dentro dos veículos. Eles também precisarão ser totalmente adaptados a portadores de necessidades especiais e possuírem motores de tecnologia Euro 5 ou superior, que são menos poluentes.

Manutenção dos benefícios

Ainda conforme a Secretaria de Planejamento, a nova licitação foi pensada de modo a garantir os benefícios implantados recentemente aos usuários do transporte coletivo municipal, como passagem mais barata, isenção tarifária para estudantes e atletas, integração temporária, tarifa domingueira, entre outros. “A determinação do prefeito Hissam foi a de que a nova licitação possibilitasse a manutenção e até uma eventual melhoria dos benefícios implantados aos usuários do TRIAR. Isto porque ele acredita que o transporte coletivo precisa ter qualidade e ser acessível a todos”, pontuou Samuel Almeida da Silva, secretário de Planejamento.

Texto: Waldiclei Barboza

Publicado na edição 1175 – 08/08/2019

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