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O guardião das memórias de Araucária


Sebastião Pilatto trabalhando no Arquivo Histórico. 2019. Acervo do Arquivo Histórico Archelau de Almeida Torres

 

Na maioria de nossos lares existe aquela caixinha ou gaveta especial, que armazena as mais preciosas lembranças familiares, onde encontramos relíquias como fotografias, cartas, cartões e os mais diversos documentos pessoais. Com elas podemos acessar inúmeras memórias que compõem a história de nossas famílias. Por isso, a pessoa responsável por esse verdadeiro baú de memórias geralmente é alguém muito especial, que cuida para que nada se perca com o tempo. É um guardião de memórias!

Agora imagine como seria a tarefa de ser um guardião das memórias de uma cidade inteira! Pense na dimensão dessa tarefa, de quanto tempo e dedicação demandaria um trabalho assim. Felizmente, em nossa cidade, durante muitos anos pudemos contar com o trabalho de um profissional exemplar, que deu conta de tão magnífica tarefa. Sebastião Pilatto dos Santos, que neste mês se aposenta, foi um colecionador dos tesouros de nossa história. É aquela pessoa que sabe sobre cada assunto da história do município, ou conhece quem saiba. Desde 2001 se dedicando ao Arquivo Histórico Archelau de Almeida Torres, foi quem organizou o arquivo, e, portanto, conhece cada documento, cada fotografia, cada registro como se fossem velhos amigos.

Sempre com um sorriso no rosto e uma piada no bolso, faz amigos por onde passa. Acessível, de fácil trato, defende a história valorizando cada um dos seus personagens, não importa se seja notável ou humilde, para todos dá valor. Recepciona e direciona a todos os pesquisadores com carisma e cuidado. E depois de tantos anos trabalhando juntos, arquivando, pesquisando, buscando novas fontes de pesquisa, fazendo cursos, apresentando palestras, entrevistando pessoas, fugindo de cachorro nas casas dos entrevistados, escrevendo livros, colunas, enfrentando dificuldades, rindo e chorando, enfim, trazendo a história para dentro do arquivo e ajudando a levar a história de Araucária para o conhecimento de todos, podemos dizer com toda a certeza que o Sebastião é insubstituível. Mas o dia da aposentadoria chegou, o merecido descanso, o momento de pendurar o jaleco. Vai fazer muita falta para nós, mas o resultado de sua dedicação será eterno. Nós, admiradores e contadores de histórias, seremos eternamente gratos pelo trabalho desse grande guardião de memórias, que ficou pra história!

Texto: Luciane Czelusniak Obrzut Ono e Cristiane Perretto

Publicado na edição 1168 – 19/06/2019

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