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Febre amarela


O que é a febre Amarela?

Doença viral aguda que se apresenta, inicialmente, com febre alta (39-40°C), calafrios, perda de apetite, náuseas, dores de cabeça, dores musculares principalmente nas costas, que perduram por 3-5 dias. Após este quadro inicial, um grupo evolui de forma benigna com redução gradual dos sintomas até a recuperação completa. Outro grupo evolui para formas mais graves podendo acometer vários órgãos, entre eles o fígado, que causa icterícia (“Amarelão”) deixando a pele amarela, por isso o nome “febre amarela”.

Qual a gravidade?

Pacientes que evoluem para a forma grave, com acometimento de fígado, rins, intestinos, etc.. tem agravamento dos sintomas, com diarreia, desidratação, insuficiência renal e hepática, podendo haver graves hemorragias por distúrbio de coagulação (a produção de fatores de coagulação pelo fígado fica comprometida). Estas situações, tem mortalidade de até 50% dos casos, ou mais.

Qual o tratamento?

Não há um tratamento específico. Os casos leves necessitam repouso, hidratação e medicamentos para evitar a dor e a febre (devendo-se evitar o uso de AAS, que poderá agravar um sangramento). Os casos mais graves necessitam internação hospitalar, com cuidados em unidades de terapia intensiva (UTI).

Como nos contaminamos?

Através da picada do mosquito Aedes Aegypti, contaminado com o vírus da febre amarela. Que, aliás, é o mesmo mosquito que transmite também a Dengue e a Zika.

Há risco de nos contaminarmos, aqui em nossa região?

Por enquanto não, pois não temos casos aqui e o surto até o momento está limitado a algumas regiões distantes daqui.

E a vacinação?

A vacinação está indicada, e deve ser realizada de forma abrangente no entorno e nas regiões acometidas com casos de febre amarela, pra assim isolar o foco e impedir que a doença chegue aos grandes centros urbanos. Portanto no momento, a vacinação está indicada apenas para as pessoas das regiões com casos de febre amarela, ou para pessoas que forem viajar pra estas regiões.

Quais são as medidas preventivas?

Basicamente o combate ao mosquito (evitar recipientes com água parada, uso de repelentes, telas em portas e janelas, etc..), e a vacinação das pessoas expostas das regiões afetadas e no seu entorno, assim isolando estes focos e impedindo sua proliferação, para outras regiões.

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Publicado na edição 1095 – 11/01/2018

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