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Nem só o fogo destrói


Os brasileiros viram no último domingo, 2 de setembro, um incêndio consumir praticamente todo o acervo do Museu Nacional, que fica no Rio de Janeiro.

Como sempre acontece nestes casos, tão logo se constatou que muito possivelmente as causas daquele sinistro tenham sido a falta de manutenção do prédio, começamos a olhar para o nosso entorno. Verificar se a nossa cidade está cuidando como deve da sua própria História, do patrimônio cultural local e assim por diante.

Coincidentemente, já na semana passada, ou seja, antes do Museu Nacional pegar fogo, nossa equipe trabalhava numa matéria sobre a falta de manutenção de peças que integram o patrimônio histórico de nossa cidade e que estão hoje na Aldeia da Solidariedade, nas dependências do Parque Cachoeira.

Lá, a falta de manutenção, aliada com depredação, já vitimou uma capelinha e também uma roda d’água. Ambas as peças integram o patrimônio histórico de Araucária e, zelar por elas é obrigação de nossos gestores.

Infelizmente, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (SMCT), a quem compete zelar pela Aldeia, parece não estar preocupada com isso. Primeiro deixou que as peças alcançassem aquele estado precário e, agora, sequer parece saber como recuperar tais itens. E, o pior, dá sinais de que nem preocupada com isso está.

É tão temerária essa despreocupação com a História local que fica a nossa torcida para que a SMCT não esteja para o patrimônio histórico de Araucária como o fogo esteve para o Museu Nacional.

Pensemos nisso e boa leitura.

Publicado na edição 1129 – 06/09/18

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