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Sempre um prazer!


Na quinta-feira da semana passada, 30 de maio, atendendo a um convite de professores da Escola Municipal Professora Eglé Cordeiro Machado, localizada no bairro Capela Velha, parte da equipe de O Popular esteve no local para bater um papo com alunos do 5º ano da instituição.

Embora a conversa, como não poderia deixar de ser, fosse complementar ao conteúdo programático que as crianças estão estudando; mais uma vez tivemos a oportunidade de, além de contribuir com o processo de aprendizagem desses pequenos, também aprender – e muito – com eles. Isto porque, como sempre fazemos questão de ressaltar, o trabalho de construção diária de um jornal local é feito da interação com nossa comunidade.

Da mesma forma, é sempre uma satisfação ver nos olhos dessas crianças o brilho da curiosidade pelo aprender algo diferente. Essa capacidade tão própria daqueles que ainda estão na tenra idade é ainda mais espetacular quando levamos em conta as dificuldades que muitos deles enfrentam diariamente para estudar. Ressaltamos isto porque, como se sabe, a Escola Eglé está situada no complexo do CAIC, onde estão matriculados alunos de algumas das comunidades mais carentes de nosso município, como as ocupações Israelense e Favorita.

Visitas como a da semana passada só reforçam o compromisso de O Popular em levar à comunidade araucariense as notícias necessárias para que, um dia, possamos dar o mais importante dos saltos para que essa cidade se desenvolva plenamente, que é o da qualidade na Educação. Para dar este salto, porém, quando vemos mais de perto a realidade de crianças como as que estudam na Escola Eglé, é preciso não somente investir na escola e sim na comunidade escolar. Afinal, como esperar que a criança “vá bem nos estudos” se ela é obrigada a viver numa comunidade irregular, sem rua asfaltada, água e esgoto tratado e assim por diante? Como exigir que os professores ensinem um pequeno que, em casa, muitas vezes é vitima de agressão dos pais com problemas de alcoolismo e/ou drogas ilícitas? Como exigir que os pais acompanhem o estudo de seus filhos se precisam trabalhar dez, doze horas por dia (isso quando têm emprego)? Como exigir que as crianças respeitem os professores quando são desrespeitados diariamente, adotando isso como algo normal?

São essas algumas das perguntas que precisamos responder e O Popular espera poder contribuir sempre para obtenção dessa resposta.

Boa leitura

Publicado na edição 1166 – 06/06/2019

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