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Alma penada


A roça isconde seus mistérios que muita gente duvidando, coisa que ovimo falar e non custumamo a acreditar mais mesmo ansim desconfiamo que podendo ser verdade, que ném as história que os antigo conton de assombraçón, alma depenada, visage, que tudo sendo da mesma família só mudando o jeiton de falar. Iésto sendo mesmo verdade que existindo e iéu já iscuitando e inté vendo com os próprio zoio iéstas entidade do além. Aconteceu uns dois méis despois que Diadek, meu avô moréndo. Ansim pra explicar como iéu sabendo que sendo verdade vai contar mais ou menos como sendo casa donde nois morando tudo junto porque pai ficando pra cuidar do Diadek e da Bapka, porque polaco tem destas coisa, fio mais novo sempre tendo encargo de morar junto com os mais veio pra ficar cuidando e resolvendo assunto das saúde. Sendo ansim um casarón de madera com mais de cem ano de ezisténça e cheio de cômodo pra tudo lado, e quarto onde iéu drumindo sendo ansim do lado donde drumion Diadek e Bapka, iéu confessando que sempre drumindo mais cedo que ieles pra non ficar iscuitando os ronco da Bapka e os peido do Diadek. Enton passado o tempo de Diadek esfriar no túmbalo iéu começando a iscuitar uns baruio diferente dos ronco da bapka, iscuitava baruio de janela se abrindo com as drobadiça enferujada que ném aquelas porta de castelo mal assombrado que passando nos filme, depois cama começando a fazer baruio de mola pulando encima do cochon de paia, despois vindo um gemido parecendo espiro que nunca sai, ovia umas vois sussurando baxinho e começando toda baruiera de novo, coisa ficava ansim uns quize minuto e despois parando. Iéu enchia pinico pra non se mijar nas calça de tanto medo porque Bapka sempre falando que como Diadek sendo companhero por mais de quarenta ano e depois de morendo sentindo falta da companhia por iésto alma depenada dele non cunsiguindo desapegar e das véis enquando vindo fazer visita de noite. Iéu ficava arepiado e quando começava a iscuitar os baruio começava a debuiar terço pra que diadek non erasse de quarto e vindo puxar as minha perna. Numa noite me bateu curosidade e ficando espiando por detrais das cortina quando vindo os rangido de janela de abrindo, mais non dando tempo, alma depenada do diadek sendo muito rápida e entrando sem passar nas minhas vista, iéu esperando com terço na mon inté os gemido parar e iscuitô os passo pra um lado e outro, quando de novo deu rangido iéu ponhando cabeça pra fora e viu a alma indo imbora, galopando no cavalo de Son Jorge e vestida com uma batina preta.

Publicado na edição 1150 – 14/02/2019

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