Deus é amor


Deus se manifesta ao mundo como amor que cria, que salva e amor que santifica. Toda ação de Deus é amorosa, cheia de ternura, pensando somente e unicamente no bem e na salvação da raça humana. Tudo que Ele fez ao longo da história da salvação, manifesta o seu imenso amor pela humanidade. Criou o mundo por amor, e quando as pessoas se afastaram do seu infinito amor, enviou por amor o seu Filho para salvar a humanidade. E, por fim, deixou seu Espirito Santo, que é o espirito da vida, do amor, que santifica as pessoas.

Santo Agostinho, certo dia, estava observando uma criança brincando na praia. Ela fez um buraco na areia e com uma concha ia buscar água e ali a depositava como se acreditasse que fosse capaz de colocar toda água do mar naquele buraco. Santo Agostinho teria lhe dito que isso seria simplesmente impossível. Ela então lhe respondeu dizendo que seria mais fácil tirar toda a água do mar e ali depositar, do que ele ser capaz de explicar o mistério da Santíssima Trindade.

Jamais conseguiremos compreender o mistério da Santíssima Trindade, ou seja, um Deus em três pessoas, sendo que cada pessoa também é Deus, como se fossem três deuses. Entre as três pessoas que compõem santíssima trindade se manifesta uma verdadeira unidade. Só podemos compreender, de modo bastante limitado e imperfeito a Santíssima Trindade, como uma relação de amor pleno e total entre ambos. O amor funde as pessoas numa unidade, onde existe o diálogo, serviço fraterno e colaboração. O amor aproxima e cria uma relação de profundo respeito e complementariedade.

A santíssima trindade é modelo de perfeita comunidade, pois existe uma sintonia perfeita entre as três pessoas. Assim também, numa comunidade onde reina o amor, se manifesta uma grande harmonia entre os seus membros. O amor une, aproxima, cria uma unidade entre as pessoas. A falta de amor, pelo contrário, gera divisão e briga e inveja, ciúmes e muitas vezes, afastamentos. Onde há amor, ali Deus está; onde existe confusão, com certeza, está presente o espírito do mal e da destruição.

A festa da Trindade, portanto, nos convida a renovarmos o amor entre nós. Toda vez que fazemos o sinal da cruz, evocamos a presença deste amor em nossa vida, para que se manifeste na relação com os nossos irmãos. A cruz que fazemos em nosso corpo, invocando a trindade, nos recorda o grande amor de Deus, morrendo na cruz para nos salvar. Ela é a prova máxima do amor de Deus pela humanidade. Prova de amor maior não há do que dar a vida pelos irmãos. Por isso, é inconcebível falar de um Deus vingativo, que se alegra com a desgraça do ser humano, que queira o seu mal ou a sua destruição. Este Deus simplesmente não existe.

Poderíamos dizer de modo muito imperfeito, que as três pessoas agem ao mesmo tempo, mas cada uma com uma função específica: o Pai criador, Filho Redentor e o Espírito Santo santificador. No entanto, o amor entre elas cria uma unidade perfeita, onde se torna impossível dizer o que é característico de cada um, porque todos agem ao mesmo tempo, em comunhão. Olhando para este grande mistério, somos chamados a renovar o amor em nossas famílias, em nossas comunidades, em nossa sociedade. Um amor que une, aproxima e nos faz viver como irmãos, construtores do Reino de Deus. Deus é amor, e no seu infinito amor, nos convida a manifestarmos este seu amor através de gestos concretos no nosso cotidiano.

Publicado na edição 1167 – 13/06/2019

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