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A Greve Nacional da Educação foi apenas o começo. Em junho será maior!


Ontem, 15 de maio, aconteceu a Greve Nacional da Educação. O SISMMAR, junto aos trabalhadores e trabalhadoras da Educação de Araucária, esteve presente no ato em Curitiba e deixou seu recado: não aceitaremos a reforma da Previdência de Bolsonaro e não vamos ficar calados diante dos cortes de verbas que atingem desde a educação infantil até as universidades e institutos federais!

Desde que Bolsonaro assumiu a presidência do país, diversos têm sido os ataques aos professores e à educação como um todo. Nos últimos dias, o ministro da Educação, Abraham Weintraub anunciou um corte de R$ 2,2 bilhões que inviabiliza a continuidade dos estudos e pesquisas acadêmicas nas universidades e institutos federais, responsáveis por 90% de toda a pesquisa realizada em território brasileiro.

Antes de ampliar o corte à todas as universidades e institutos públicos, no entanto, o atual líder do Ministério da Educação (MEC) afirmou que cortaria as verbas das universidades que, segundo ele, promoviam a “balbúrdia”: Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade de Brasília (UNB).

Posteriormente, ao ser notificado que o corte às três universidades era inconstitucional, optou por ampliar o congelamento de verbas a todas as universidades e institutos federais com a desculpa de que o foco deste desgoverno federal seria a educação básica. Porém, apenas dois dias depois, o ministro da Educação se contradisse e anunciou um corte maior ainda na educação básica, ensino fundamental e médio, no valor de R$ 2,4 bilhões.

Para piorar, em entrevista coletiva à imprensa, Weintraub ainda fez uso da chantagem ao dizer que se caso a reforma da Previdência seja aprovada, esses cortes poderiam ser revistos.

Isto é, neste momento em que o desgoverno federal tenta, a todo custo, aprovar uma reforma da Previdência descabida e que beneficia apenas a elite e os banqueiros bilionários, o ministro da Educação ainda utiliza as verbas da Educação como moeda de troca para tentar conseguir apoio a um projeto que põe fim à aposentadoria da classe trabalhadora.

Assim sendo, não há caminho que não aponte para a realização de uma grande Greve Geral Unificada. A paralisação de ontem, Greve Nacional da Educação, foi apenas o começo. Estamos na construção de uma greve maior ainda no próximo mês, na qual o funcionalismo público, aliado aos trabalhadores da iniciativa privada, deve aderir em peso a essa paralisação.

Enquanto o desgoverno Bolsonaro continuar nos atacando, continuaremos unidos na luta pelos direitos dos trabalhadores em Educação e alunos!

FIRMES em defesa da aposentadoria e de uma educação pública, gratuita, universal, laica e de qualidade!

Publicado na edição 1163 – 16/05/2019

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