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Desrespeito aos servidores e população ainda é marca do governo Hissam

O governo Hissam, que desde o início da gestão parece se debruçar a encontrar “brechas” na lei para prejudicar servidores e a população, parece não ter planejamento. As interpretações totalmente equivocadas da lei também marcam seu governo.

Outro ponto a se destacar é a ausência de diálogo com servidores, o descaso com sua carreira e com suas condições de trabalho. Questões que deviam ser parte das prioridades do governo, já que trabalhamos em prol da população que o elegeu.

Diversas são as questões colocadas. Ataques à carreira das pedagogas, estadualização de escola que não estava em cronograma sem comunicação prévia aos trabalhadores nem à comunidade escolar, eleição de diretores que já extrapolou o prazo sem que se tenha um mínimo de abertura ao diálogo e à solução das questões. Sabemos que todas essas estratégias estão vinculadas a um plano de desmonte do serviço público, que precariza ainda mais o atendimento à população.

Em meio a toda essa situação, surge a notícia da troca de secretário da educação. O sindicato buscou um pronunciamento oficial, no dia 04/10, dirigindo-se até a prefeitura. Segundo o secretário de governo, Genildo Carvalho, a troca era inevitável, mas não quis nos apontar nome algum.

Apenas disse que o nome seria divulgado no dia seguinte, e que não seria ninguém da área. Justificou isso dizendo que a Secretaria de Educação precisa de um gestor, não de um professor. Prática essa que é conhecida e usada para justificar decisões arbitrárias que não defendem os interesses da educação. Afirmou ainda que a troca visava também acabar com impasses cuja pauta estava parada e que na semana seguinte já teríamos uma reunião para resolver as demandas mais urgentes, como eleição de diretores e alteração no PCCV. Naquele momento, afirmou que não se encaminhariam alterações no Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos sem discussão com os representantes da categoria.

O fato é que a alteração na referida secretaria não ocorreu. Buscamos em diversos momentos uma agenda para reunião, conforme havia sido prometido, mas sempre ouvimos a mesma desculpa: que a agenda estava lotada e não tinha data nem horário para nós. Seguem as ameaças aos nossos direitos.

O mínimo que esperamos é o diálogo e a atenção às necessidades do povo, o que passa pelo cuidado e disposição com os servidores. Ninguém melhor do que aqueles que estão no dia a dia no chão da escola, da unidade de saúde, do Cras, das obras e de tantos outros serviços sabem das demandas de sua área de atuação.

Publicado na edição 1135 – 18/10/18

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