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Sismmar apoia a luta contra a reforma da previdência


No último dia 12, as principais centrais sindicais do Brasil – CUT, Força Sindical, CTB, Intersindical, CSB, CSP – Conlutas, NCST, UGT e CGTB – lançaram, em São Paulo, um documento com os princípios gerais em defesa da universalidade e do futuro da Previdência e Seguridade Social. As entidades estão organizando, também, atos nos dias 22 (quinta-feira) e 26 (segunda-feira) deste mês.

O documento, intitulado “Campanha Permanente em Defesa da Previdência e Seguridade Social”, dá destaque aos direitos e políticas públicas que devem ser assegurados aos trabalhadores e trabalhadoras, além de propor formas de financiamento alternativas a fim de melhorar a gestão e um sistema de avaliação e monitoramento permanente do sistema previdenciário do Brasil.

Contra a capitalização da Previdência proposta pelo Presidente eleito, Jair Bolsonaro, e seu conselheiro econômico, Paulo Guedes, o Sismmar vem, por meio desta nota, manifestar apoio à mobilização das centrais sindicais. O Sindicato se posiciona contra a propositura da dupla de extrema direita por entender que esse modelo fere direitos fundamentais dos trabalhadores e representa risco ao direito de se aposentar.

Esse modelo de capitalização da Previdência idealizado por Guedes foi aplicado no Chile, durante a ditadura de Pinochet, e já se mostrou desastroso para a classe trabalhadora do país. Trinta e seis anos depois, os aposentados chilenos recebem valores baixíssimos, menores que o salário mínimo. Esse é apenas um exemplo de como a reforma, certamente, irá prejudicar os futuros aposentados do Brasil.

Atos de resistência

Para dar início à Campanha Permanente em Defesa da Previdência e Seguridade Social, as centrais sindicais anunciaram o primeiro ato de resistência para a próxima quinta-feira (22). Essa mobilização irá contar com panfletagens, assembleias nos locais de trabalho e diálogo com a comunidade para explicar os principais riscos de uma reforma na Previdência aos moldes do novo governo neoliberal.

Na próxima segunda-feira (26), os trabalhadores também devem encabeçar atos em frente ao Ministério do Trabalho e em todas as Superintendências Regionais do Trabalho espalhadas pelo país. O objetivo será denunciar a proposta de Bolsonaro e Guedes para a reforma da Previdência e fazer manifestação contrária à intenção de acabar com o Ministério do Trabalho.

Vamos barrar esse projeto autoritário que quer acabar com a aposentadoria! Nenhum direito a menos. FIRMES!

Publicado na edição 1140 – 22/11/18

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