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SISMMAR apoia greve e está presente na luta dos servidores estaduais


Desde 25 de junho, quando a greve dos servidores estaduais do Paraná, especialmente dos professores começou, o SISMMAR apoia o movimento dos trabalhadores. Representado por sua diretoria, participa da luta pelo pagamento da data-base e contra o calote de Ratinho Jr.

O sindicato repudia as ações do governador, que durante a campanha eleitoral dizia estar ao lado do funcionalismo público, mas depois de eleito mudou o discurso. O Rato só aceitou dialogar com os sindicatos que representam as categorias após um grande ato organizado pela App-Sindicato no dia 1° de julho, o que prova que a classe trabalhadora organizada em luta tem força de persuasão. Essa manifestação reuniu mais de 15 mil pessoas, em sua maioria servidores, que ocuparam as ruas de Curitiba e instalaram um acampamento em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Ou seja, num primeiro momento, Ratinho Jr. subestimou a força da união dos servidores, afirmou que não dialogaria com grevistas e que o estado não tinha dinheiro. Depois, ao perceber a real proporção do movimento, voltou atrás. O problema é que a proposta apresentada aos trabalhadores é obscena e vil. Importante lembrar que estão desde 2016 com o salário congelado. O governo manipula dados para afirmar que não tem verba para o reajuste, mas isso não é verdade e vamos explicar o porquê.

Imagine que você está há quase 4 anos com o mesmo salário. Tudo ficou mais caro (cesta básica, combustível, passagem de ônibus, conta de luz etc.). Você começa a se endividar, e mesmo tendo condições, o patrão nega seu reajuste (também chamado de dissídio ou data-base). Quando ele decide fazer uma proposta, a oferta é de parcelar 5%, que é o valor aproximado da defasagem somente de 2019, em 3 anos – ou seja, a defasagem dos próximos anos não seria contemplada.

Além de tudo isso, você também fica sabendo que, enquanto ele te deve e afirma que não tem dinheiro, está perdoando dívidas milionárias de empresas que devem a ele. Você aceitaria?

Foi exatamente isso que o governador ofereceu aos servidores, que rejeitaram a proposta de imediato e, na tarde da última terça (9), ocuparam a Alep durante sessão na Plenária – o movimento cresceu quando o deputado Arruda (PSL) começou a ofender os trabalhadores.

Data-base é direito e Ratinho Jr. tem que pagar! O que os servidores em conjunto com os sindicatos pedem é um reajuste de 4,94% apenas para repor a inflação deste ano, além da retirada do projeto de lei complementar 4/2019, que congela a data-base, promoções e progressões por 20 anos.

Por entender que a luta é mais do que justa, é necessária, o SISMMAR se solidariza à greve dos servidores estaduais e coloca-se à disposição para ajudar no que for necessário.

Ratinho Jr., honre a sua palavra e cumpra o que você prometeu! Chega de calote! Data-base já!

Publicado na edição 1171 – 11/07/2019

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