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A Instituição tem que ser maior que seus integrantes

Nenhuma instituição é infalível, inquestionável e, com a permissão da redundância, “100% perfeita”. Em todas elas existem pessoas boas e ruins. Em todas elas existem aqueles defeitos e qualidades. É assim com a igreja. É assim com as escolas. É assim com as polícias. É assim com hospitais. É assim com a Justiça. Enfim, é assim em todo o lugar. Logo, não poderia ser diferente com a Guarda Municipal, que nos últimos dias se viu envolvida num episódio grave, o qual resultou na morte de um cidadão de bem durante uma ocorrência desastrada de dois de seus integrantes.

Em situações como essas, a tendência das pessoas de um modo geral, enlutadas pela perda de um familiar, amigo ou mesmo conhecido, é condenar a instituição a qual os indivíduos que deram causa ao erro pertencem, atitude esta que nem sempre é a mais justa quando olhamos a história de serviços prestados por essa instituição.

Toco no assunto porque entendo que é preciso separar aqui a instituição Guarda Municipal e os dois guardas que participaram da ocorrência que resultou na morte de um trabalhador araucariense. Não podemos, em hipótese alguma, simplesmente jogar no lixo todos os bons préstimos que a GM prestou a cidade de Araucária em razão da conduta desvirtuada de dois de seus membros.

Por mais que o momento seja delicado, é preciso preservarmos a instituição e, com certeza, concluída a apuração dos fatos e constatado o crime, punir os envolvidos. E este trabalho de preservação da Guarda Municipal enquanto órgão público precisa ser feito tanto pela sociedade quanto pelos próprios responsáveis pelo setor. Não se pode admitir, em hipótese alguma, que haja corporativismo na apuração dos fatos. Os envolvidos na ocorrência que, numa análise preliminar, resultou sim num homicídio, são adultos, em pleno gozo de suas faculdades mentais e, naquela situação específica, estavam ali como legítimos representantes do Estado e, nesta condição, suas responsabilidades são sempre muito maiores do que a do cidadão, digamos assim, comum.

Até o momento, é preciso frisar, a condução do caso pelo comando da Guarda Municipal, tem sido a adequada. Os guardas foram afastados do trabalho de rua e as armas recolhidas para que se façam as investigações necessárias. Fica a torcida para que a condução do caso continue seguindo essa trilha e que, no final das contas, a Justiça seja feita de maneira que a família tenha condições de, mesmo com a perda irreparável, seguir com seu caminho. E, na outra ponta, para que a Guarda Municipal saia desse episódio fortalecida, entendendo que é preciso sim cortar na própria carne para não perder aquilo que faz dela uma Instituição de verdade: o respeito de nossa gente.

Comentários são bem vindos em www.opopularpr.com.br. Até uma próxima!

 

 

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