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Não participar também é participar

Recentemente tive a oportunidade de bater um papo com um conselheiro do Conselho Municipal do Plano Diretor sobre uma regulamentação feita na legislação municipal que permite que Araucária possa ter edifícios um pouco, apenas um pouco, maiores do que os existentes hoje no Município.

Em linhas gerais, a regulamentação da chamada outorga onerosa do direito de construir permitirá que a cidade possa ter prédios de quatro pavimentos em algumas regiões e de até seis em outras. Na prática, a mudança é tímida, mas um grande avanço tendo em vista que até então o limite era de três em alguns setores e quatro em outros.

Tá, mas feita essa introdução, vamos à razão que me fez sentar à frente deste computador nesta manhã de proclamação da República para escrever este texto que minha mãe e mais meia dúzia de pessoas estão lendo agora. A propósito, obrigado se você é uma dessas pessoas. Acontece que, concluído aquele bate papo com o conselheiro do Plano Diretor fui indagado por dezenas de pessoas em tudo quanto é canto da cidade em que estive sobre “que história é essa de que em Araucária não se podia construir prédios com mais de quatro pavimentos?”.

Confesso que a pergunta não me surpreendeu, já que – infelizmente – o grosso de nossa população não tem por hábito se inteirar do dia a dia de nosso Município. E é essa falta de interesse pelas causas de nossa cidade que fazem com que ela seja subdesenvolvida em vários setores mesmo possuindo uma das maiores arrecadações do Paraná e até do Brasil quando dividimos o total de nossa receita pelo número de cidadãos que aqui residem.

Ora, não há como chegarmos a um consenso do que é melhor para Araucária se não participamos dos vários instrumentos de participação popular que a legislação nos propicia. Da mesma forma, não há simplesmente como nos abstermos desse dever. Não participar não o isenta da responsabilidade da cidade que estamos construindo. Você continua sendo o culpado pelo que de bem e pelo que de mal existe por estas bandas. A única diferença é o tipo de culpa que lhe cabe: a culpa pela ação ou pela omissão.

Então, prezados, vamos lá! Vamos dedicar um pouco de nosso tempo, de nossa vida ao nosso Município. Pare de acreditar que sua participação não é importante. Pare de pensar que, independentemente do que você acha, no final das contas, o que vai prevalecer é o desejo dos “poderosos” e assim por diante. Isso não é verdade! Araucária precisa de você. E já precisa faz tempo!

Comentários são bem vindos em www.opopularpr.com.br. Até uma próxima!

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